sábado, 29 de agosto de 2015

Relatos da bela senhora: 32 amantes, um para cada ano com marido infiel.

Do que é capaz uma mulher traída? A resposta de Isabel Dias está nas 208 páginas de "32 - Um Homem para Cada Ano que Passei com Você" (ed. Livros de Safra, R$ 38,60, nas livrarias em setembro).

Depois dos 50 e de um casamento de mais de três décadas, a autora se divorciou e começou a escrever uma história a partir das experiências sexuais e afetivas nas quais mergulhou após descobrir ter sido traída pelo marido com quem imaginou uma velhice tranquila na casa de praia.

Com humor, ela lança uma provocação nas primeiras linhas: "O que eu, você e Jesus temos em comum? Nós fomos traídos, os três".

Nem as belas e famosas escapam da sina, lembra a autora."Não adianta ser linda, como a Grazi [Massafera], engraçada como a Dani [Calabresa] ou companheira como a Zilú [ex-mulher de Zezé Di Camargo]. Se elas foram traídas, imagine nós, simples mortais."

No caso de Isabel, as traições deflagraram o que chama de "Operação Chega de Bandalheira" e a fez comunicar o divórcio aos três filhos adultos e deixar a "segurança" de um casamento infeliz. "Saí da zona de conforto e entrei na zona", brinca.

A seguir o depoimento de uma mulher em busca de prazer e aventura na terceira idade, entremeados por trechos do livro que será lançado no início de setembro.

UM CODINOME

"Estela Andrade nasceu da vontade que eu tinha de me descobrir e da vergonha de me assumir em um site de relacionamento. Criei um codinome por segurança e para preservar minha família.

No perfil fake que ficou ativo entre 2012 e 2013, eu me descrevia assim: 'Recém-divorciada, com filhos já criados, vivendo sozinha em SP, pretendendo conhecer pessoas sem mudar minha condição atual.... Mulher de nível superior, interessante, divertida, 48 anos, branca, loira, 1,70 m e 53 kg'.

Com exceção da idade, era tudo verdade. Eu me despi de preconceitos, fui atrás das minhas vontades, sem me importar com o que a sociedade impunha para uma mulher da minha faixa etária de 50 e uns.

Fui casada 32 anos. Eu casei com meu primeiro homem, de quem estou divorciada desde 2011. Foi uma história de conto de fadas, até receber uma ligação de um mulher dizendo que ele tinha outra.

Fingi que não era comigo. A casa da praia era pra curtirmos juntos velhinhos.

Ele acabou assumindo que tinha tido um affair, mas dei uma chance ao casamento. Depois dessa primeira crise, eu me angustiava diariamente esperando a chave virar na fechadura. Nunca volta a ser o que era.

Aprendi a usar a internet e quatro anos depois descobri uma, duas. Quando o confrontei com as novas traições, ele dizia que eu era louca. Tivemos uma briga feia, cheguei a bater nele. A negativa é pior, pois eu já tinha todas as provas.

A questão maior era respeito. Era muito cômodo eu ficar em casa, enquanto ele viajava a trabalho e pintava e bordava.

Decidi me separar e vir morar em São Paulo. Saí do interior, larguei uma vida muito confortável, estabilizada. O que dói mais é fazer planos em cima de uma mentira.

Depois de um tempo lambendo as feridas, me lancei numa aventura. O 32 simboliza o número de anos que passei casada e fiel. Tenho direito não a 32 homens, mas a 32 experiências.
O que pode ter começado como vingança acabou se convertendo em um grande aprendizado.

Comecei a escrever como terapia. Ao mostrar os primeiros textos para o meu filho, que é jornalista, veio a ideia de criar o blog e agora o livro.

O 1º - Rodrigo, o Menino
35 anos, engenheiro, alto, bonito, moreno

A textura da mão dele em mim. O falar, muito, de tudo. Contar, rir durante, como se fosse a coisa mais trivial do mundo. E eu apavorada! Tremendo.

Mas senti que era o momento de me soltar. Que também era hora de me divorciar do medo... E assim foi, pela primeira vez, naquela tarde...

Será que todos são iguais, elogiam a mulher descaradamente quando a estão comendo? Acho que há muito eu não era tão elogiada, acariciada, tocada, beijada... Valeu pela reperda da virgindade.

PRAZER E AUTOESTIMA

Redescobri minha sexualidade. A primeira descoberta é que sou muito melhor que do que imaginava.

Estela me ensinou que sou livre, posso tudo e não dependendo de nenhum homem me ditando regra.

O segundo aprendizado foi o prazer. Derrubar aquele mito de que mulher idosa não pode ter prazer, que entra na menopausa e seca. Comigo foi diferente.

Passei a saber do que gosto. Perdi o medo de me mostrar, de pedir.

O 6º - Marcos, o Selvagem
40 anos, advogado, forte, alto, gordo.

Ao acessar o site de relacionamentos, eu o vi, com o ícone verdinho. Online, disponível, ao alcance dos meus dedos...

Ele era um cavalheiro que se transformava num selvagem... Em vez de médico e monstro, o advogado e o monstro; mas um monstro do tipo que a gente quer que saia do esconderijo debaixo da cama...

Que mulher, na minha idade, tem a chance de viver essa adrenalina? Esse tesão maluco? Ele nem se preocupou em tirar o vestido. Afastou, abriu sua calça azul-marinho e veio para mim...

Foi selvagem, uma foda memorável, os dois ficaram satisfeitos...

Os impropérios sendo ditos baixinho, e o animal em que ele se transformou era pré-histórico. Que delícia! Ficava esperando ele me puxar pelos cabelos até a caverna!

O MELHOR PARCEIRO

É obvio que descrevo 32 experiências no livro, mas foram muito mais. Recebi muito não, tive decepções.

Caí em ciladas. O caso mais gritante foi um cara que tinha 30 anos e 50 kg a mais de como se descrevia.

A gente chega numa idade e vai olhando uma celulite aqui, uma gordurinha ali, peito caído, mas não tem nada disso. O desejo é outra história. Tanto que o melhor sexo não é necessariamente com o mais bonito.

Um dos meus parceiros aparece em dois capítulos do livro, o 4 e o 29. Ganhou a alcunha de 'professor' e virou um grande amigo. Discutíamos literatura erótica, fantasias e ele foi norteando as minhas vontades, mesmo sem saber da minha meta dos 32.

O 4º - Marcy, o Professor
56 anos, casado, culto, alto e cheinho, lutando para ficar em forma

Saímos da varanda para o quarto dele e ele me fez o que nunca fizeram. Me despiu com calma, devagar, apreciando meu corpo e, ao final, pediu para eu me afastar, para que pudesse admirar.

Um amor gostoso, carinhoso, calmo, divertido. Sem pressa, mas com todo o cuidado e a atenção. Cúmplices.

O desejo, a condução das coisas e a tranquilidade de ouvirmos Mozart depois.

Eu nunca tinha me sentido assim....

Até hoje, ele permanece comigo. Esporadicamente nos vemos, nos falamos toda semana, nos amamos quando dá e, apesar do tempo juntos, o tesão é o mesmo. A emoção é cada vez melhor.

Quem sabe, após os 32º, possa ficar só ele. Meu Amante.

REALIZANDO FANTASIAS

No casamento, o sexo foi bom em até determinado momento, depois só cumpria tabela. Fui me fechando, tendo dor de cabeça à noite para ficar livre.

Quando voltei a sentir adrenalina da paquera e da sedução e com o ego massageado ficou muito melhor.

Quando mais você treina, melhor joga. Eu perdi a vergonha de dizer o que gosto e como gosto. O caminho para o prazer ficou mais fácil.

Foi com o professor que concretizei algumas fantasias, uma delas de sexo a três, minha primeira experiência com uma mulher. Ele convidou uma amiga para a comemoração de um aniversário meu. Foi um presente.

O 29º - As Novidades
O professor e ela, 35 anos, uma administradora simpática, cheinha e malhada

Alguns dias antes do meu aniversário, recebi um e-mail. A mensagem que o professor me havia mandado era direta e tentava chegar às nossas fantasias, tão discutidas e curtidas...

O e-mail dele dizia: Encontrei o contato da Priscila. Ela foi estagiária na empresa quando eu era diretor... Acho ela a pessoa ideal pra nós... O que acha?

Tremi. Nós vínhamos conversando sobre fantasias todas as vezes que nos encontrávamos e ele, experiente, me contava tudo o que já tinha feito, me deixando doida de vontade.

A minha resposta pra ele foi curta e definitiva. Acho o máximo. Confio em você!

Aí, marcamos para a véspera do aniversário... Chego e encontro uma moça na sala. Jovem, bonitinha, cheinha, simpática de sorriso aberto...

Tremi e ele já me agarrou, lascando um beijão. Disse que foi pra mostrar pra ela que eu tinha um dono! Ficamos bebericando um vinho, conversando muito, rindo... até que ela se sentou ao meu lado e apoiou a mão no meu joelho. Mas tudo bem sutil, levinho. Elegante!

De repente, me vi sendo o queijo de um sanduíche: cercada pelos dois. Ele beijando meu pescoço, ela beijando minha boca....

Eu desisti de lutar e parei de resistir... Fui levada, ou melhor, arrebatada, e me vi na cama. Sendo amada como nunca tinha pensado ser possível... E a sensação de que o prazer realmente não tem sexo.. Ele me conduziu e foi o máximo!

MAIS TRANSGRESSÕES

Essa não foi a maior transgressão. Um divorciado que conheci em um voo me levou para um clube de swing.

Foi como ver um filme pornô ao vivo. Extremamente excitante e me deixou com a certeza de que o prazer não se limita a quatro paredes e a duas pessoas.

O 32º - Ricardo, o Experiente
56 anos, engenheiro, baixinho e magro

Ricardo passou a ser meu interlocutor na internet... Marcamos, desmarcamos. Marcamos novamente...

Após o jantar, outra surpresa! Ele chamou um táxi e fomos para um clube de swing...

Ao estacionar na frente do lugar, pressenti que seria meio inferninho. Mulheres de minissaia, gordas, feias, cabelos amarelos e uns homens com uma cara muito comum pro meu gosto.

Eu não ia desistir e só lhe perguntei: Nós viemos só pra ver, certo? Se eu quiser ir embora, você me leva, sem questionar?

Ele me beijou e respondeu: Lógico, mas você vai gostar da experiência. Aqui combina bem com o seu espírito de descobertas.

Então estávamos lá dentro. E foi aí que me senti mesmo nos anos 70. Um lugar escuro, meio deprê, diria até que cheirava a bolor...

_Saímos para passear e entramos num labirinto. Breu! Eu, que normalmente já não enxergo direito, fiquei suando e tremendo, excitada.

Encontramos um casal se pegando num dos cômodos. Ele afastou a cortina e me colocou pra olhar. Os dois eram jovens, e estavam quase transando lá dentro e nem notaram nossa presença.

Continuamos nosso passeio. Agora pelos quartos e as salas onde todos podiam entrar, tanto solteiros quanto casais.

Uma vodca dupla depois, e fomos passear de novo! Nada me incomodava no sentido puritano da coisa.

Ao andar pela casa, senti várias mãos me tocando. Nada ostensivo, tudo de maneira delicada. Ele me disse que eu estava fazendo sucesso, era só ver o tanto de caras que nos seguiam...

Logo ele me puxou para uma cabine e se pôs a me beijar... Alguns segundos depois, entra um casal. Ela oriental e ele um cara bem bonito, jovens os dois. Ela se encostou em mim e logo enfiou a mão no meu decote! Então senti a mão do rapaz em mim.

Num instante, estávamos os quatro misturados. Mãos e bocas. A chinesinha era cheirosa e as mãos do seu parceiro eram delicadas e macias. Ele não parava de elogiar meu cheiro, minha pele, e o Rique, pelo visto, também estava se divertindo. Apertei seu braço, e ele nos tirou dali...

Fomos para outra sala, onde um cara malhadão comia (ai, gente, virei um deles por falar desse jeito?) uma gordinha horrorosa. Mas os dois estavam se divertindo! Ficamos na porta da cabine, apreciando, e Rique mexendo em mim, me beijando e me explicando tudo o que eu perguntava.

De volta ao labirinto e ele começou tudo de novo. Demos uma volta, com ele me puxando pela mão, até que entramos numa cabine, onde ele começou a me agarrar. De repente, senti uma mãozinha feminina, pequena, saindo de um dos buracos da parede....Enquanto ela me acariciava, eu a acariciava e o Rique só me orientava.

Não demorou, ambas se tocando e acabei gozando nas mãos dos dois: dela e do meu professor. Que louco! Gritando muito. Quando olhei para trás, estava cheio de gente, alguns se tocando, uma moça com os seios de fora e o seu parceiro acariciando-os...

Nesse momento, a casa já estava fervendo! Gente por todos os lados e de tudo um pouco! Gente dançando, transas a dois, vários assistindo, outros dando o show, uma e dois, duas e um, dois e dois, trocas... Nossa, nunca tinha visto tanta coisa ao vivo e em cores...

Fomos dançar. E, ao olhar em volta, senti o clima de tara que imperava. Todo mundo queria todo mundo! Era uma coisa de pele, de instinto, selvagem e primitivo. Não tinha endereço. Gente feia com gente bonita, com gordos, com velhos com novos, com tudo....

O cara de quem eu ainda não tinha visto o rosto me apertou mais e se pôs a acariciar minha bunda, até que segurou meus cabelos e enfiou a língua na minha boca... Eu sabia que não tinha mais sobriedade nem sanidade pra afastá-lo e entrei no ritmo.

Chegamos a uma cabine com dois sofás. Todo mundo de camisinha e foi uma foda maravilhosa!

O 32 tinha que ser especial. Fechar com chave de ouro.

SEM MORALISMOS

Quanto ao 33°, eu não busco um homem. Continuo querendo viver bons momentos. Se for com um homem só, ótimo. Mas sem perder minha liberdade, a aprendizagem e a alegria.

Sexo pelo prazer é uma delícia. Confesso que nas primeiras experiências, eu morria de remorso, perdia o sono, tinha vergonha. Deletei algumas pessoas por não ter mais coragem de olhar para a cara delas de novo.
Até ir tirando as amarras e moralismos.

No começo, era bem cíclico: eu conhecia alguém, escrevia sobre o que a gente estava vivendo, daí a pouco eu afundava de novo. Eu não tinha me divorciado ainda do que eu era. Daquela velha, daquela senhora casada.

Agora não. Xô preconceito. Descobri muito gente interessante. Tanto que hoje, dois anos depois, eu tenho vários amigos daquela época. Muitos falam que na internet só tem tranqueira. Não é verdade.

Já me falaram: 'Nossa, você saiu com 32 pessoas?' Devo ter saído com muito mais. Eu não sei quantas meu ex-marido trouxe para nossa cama. Pelo menos agora, eu sei com quem eu tô saindo. Sexo agora é seguro sempre.

No casamento, não. O crescimento da Aids entre mulheres maduras é muito em função disso. Você é fiel e acha que tem um único parceiro, só que não sabe quem veio para sua cama junto com ele.

BALANÇO

A escrita foi terapêutica. Eu levava a leitura sobre os homens para a cama quando a tristeza batia para me lembrar de que eu não era aquilo que estava sentindo.

Eu me sentia incapaz, era extremamente insegura. Tinha vergonha da traição. Só que quem traiu foi ele. Eu fui a traída. Mas é como se tivesse culpa pelo casamento de reclame de margarina ter ido para o espaço. Meus três filhos me apoiaram incondicionalmente no processo todo.

Não estou muito preocupada com a exposição após o livro. Me perguntaram se meus amigos vêm para o lançamento. Só algumas pessoas mais próximas sabem. Meu antigo ciclo social não sabe. É outra vida.

Quero mostrar para a mulherada da minha faixa etária que ninguém é obrigada a dividir a cama se tem dúvida.

Há vida depois do divórcio. Todo mundo tem obrigação de procurar o que é melhor para si. Depois dos 32, eu já tive um ou outro namorado, mas nada que me fizesse querer uma relação estável.

Funcionou como terapia. Adorei. Repetiria a experiência. Você não precisa ter 32 homens, mas pode correr 32 maratonas. Eu não tinha pernas para isso [risos].

Hipocritamente, as pessoas continuam julgando. Muito gente me considera uma velha que devia estar fazendo crochê e assistindo novela. Por outro lado, muitas mulheres me escrevem por causa do blog. Dizem que sou uma inspiração.

Dedico o livro a quem está dormindo com o inimigo e pensa que não tem outra saída que não investir em um relacionamento no qual já acabou o respeito.

As mulheres da minha geração se casaram para dar certo ou fazer de conta, pois no fim do mês seu cartão de crédito está pago, a empregada também. Depois, não sabem porque estão deprimidas, tomando tarja preta.

Eu troquei o divã pela cama. E foi mais divertido. Recomendo.

(CORAJOSA, NÃO É TODO MUNDO QUE TEM ESSA CORAGEM, NINGUÉM GOSTA DE SER JULGADO.

MAS ACHEI LEGAL A ATITUDE DELA, METEU AS CARAS E FEZ TUDO QUE TINHA VONTADE, ACHO QUE DEVE ESTAR FELIZ AGORA COMO NUNCA FOI ANTES.)

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2015/08/1671899-relatos-da-bela-senhora-32-amantes-um-para-cada-ano-com-marido-infiel.shtml

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Estudo sugere que homens e mulheres podem ver a traição de forma muito diferente.

A ideia que homens são de Marte e mulheres são de Vênus pode parecer fora de moda ou até mesmo sexista, mas um estudo recente sugere que pode existir certa verdade nela - pelo menos quando se trata de como os homens e as mulheres tendem a ver a traição.

A pesquisa sugere que, entre casais heterossexuais, é mais provável que um homem se perturbe mais com a infidelidade sexual, já as mulheres com a infidelidade emocional. O estudo, recentemente publicado na revista Archives of Sexual Behavior (ou Arquivos de Comportamentos Sexuais”, em tradução livre), foi baseado em uma pesquisa com 63.894 participantes, entre eles lésbicas, bissexuais e heterossexuais que visitaram o site da msnbc.com no ano de 2007.

O ponto central da pesquisa foi esta sugestão: "Tire um momento para imaginar quais das seguintes situações seria mais perturbadora ou angustiante para você." Os participantes da pesquisa podiam então escolher entre duas opções: "Você descobriu que seu parceiro está tendo um relacionamento sexual com outra pessoa (mas não se apaixonou por esta pessoa)" ou "você descobriu que seu parceiro se apaixonou por outra pessoa (mas não tem um relacionamento sexual com esta pessoa)".

Aqui entra a parte de Marte e Vênus. Entre os heterossexuais, os homens eram mais propensos do que as mulheres a se sentirem perturbados com a infidelidade sexual do que com a infidelidade emocional (54 por cento versus 35 por cento). Isso era verdade entre diferentes níveis de renda, tipos de relacionamento, paternidade e até mesmo histórico de infidelidade. Estudos anteriores descobriram isso antes, mas este estudo descobriu algo novo: apesar de mais da metade dos homens heterossexuais ficarem mais perturbados pela infidelidade sexual, apenas cerca de 30 por cento de todos os outros grupos sexuais e de gênero se sentiam da mesma forma - as mulheres heterossexuais, homens e mulheres gays e os bissexuais estavam muito mais preocupados com um caso emocional do que um sexual.

Então, o que distingue os homens heterossexuais? De acordo com os psicólogos evolucionistas, a incerteza com a paternidade era a culpada pela diferença. Os homens nem sempre têm certeza se eles são realmente os pais dos filhos de sua parceira, e mesmo assim eles são capazes de investir muito tempo e recursos na educação dos filhos. Então, todo aquele ciúme sexual pode ser uma medida de proteção - ao invés de se arriscarem desperdiçar energia em prol dos filhos de outra pessoa, o ciúme dos homens pode desencadear respostas para que eles se certifiquem que sua parceira produza descendentes com seus genes. Um homem ciumento pode responder a uma ameaça intimidando potenciais rivais sexuais ou cortejando sua parceira e sendo mais amoroso e afetuoso, se ele acha que ela pode enganá-lo.

As mulheres heterossexuais, por outro lado, podem estar mais preocupadas com uma questão emocional, pois isso pode colocar o futuro de sua prol em risco. Visto de uma perspectiva evolucionária, as mulheres têm muitos custos obrigatórios associados com a educação dos filhos, desde os nove meses de gravidez até a preocupação com a resposta emocional das crianças. Se um pai se apaixona por um nova parceira, ele pode deixar sua família e dedicar recursos emocionais e materiais para a nova mulher, pondo em risco a vida de seu filho.

Claro que essas perspectivas são apenas hipóteses e representam o homem ou a mulher médio; até David Frederick, o professor assistente de psicologia na Universidade de Chapman e co-autor do estudo, disse que os ambientes sociais podem manipular esses sistemas mentais evoluídos e os seres humanos são muito mais sutis do que os resultados da pesquisa sugerem. Dito isto, a diferença de gênero quando se trata de infidelidade parece ser bastante robusta nas culturas estudadas até o momento.

Curiosamente, Robert Weiss, a assistente social e diretora de programas de distúrbios sexuais e de intimidade para o centro de tratamento do Elements Behavioral Health, disse ao The Huffington Post que estes resultados estão alinhados com o que viu em sua prática clínica. Os homens, ele disse, tendem a considerarem os casos sexuais e emocionais, como uma ferida ao seu ego, enquanto as mulheres olham à infidelidade de forma mais holística.

"Para as mulheres, se o indivíduo sai por aí e tem um caso emocional com alguém, isso coloca toda a sua vida em perigo", disse Weiss. "Ela está pensando nos seus filhos, família, casamento, casa e finanças - ela está pensando em um âmbito maior e mais amplo Como posso proteger a minha família e eu mesma?".

É importante ressaltar que há muitos homens no estudo que se perturbaram mais com a infidelidade emocional e muitas mulheres com a infidelidade sexual. Em vez de fazer qualquer generalização arrebatadora e mandar seu parceiro para um planeta emocional diferente, talvez seja melhor simplesmente considerar estes resultados como uma porta de entrada para criar empatia no seu relacionamento.

"Só tenha em mente que o tipo de infidelidade que pode ser mais perturbador para você, se você já passou por isso, do que para o seu parceiro", disse Frederick.

(PELO QUE FOI DITO AQUI, PARECE QUE A DEPENDÊNCIA DA MULHER AINDA É FINANCEIRA, OU SEJA, RELATIVA A SUA SOBREVIVÊNCIA E A DOS FILHOS. ESSA ME PARECE UMA VISÃO ULTRAPASSADA, JÁ QUE MUITAS MULHERES TRABALHAM E CONSEGUEM SE SUSTENTAR SEM PRECISAR DE UM HOMEM.

JÁ OS HOMENS TEM UM SENTIMENTO DE POSSE EM RELAÇÃO AS MULHERES. ELE VÊ A MULHER COMO UMA "PROPRIEDADE" DELE, DA QUAL APENAS ELE PODE USUFRUIR, OU SEJA, MACHISMO.)

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/01/29/traicao-homem-mulher_n_6573662.html

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Não falta mais nada..rsrs... a ideia não foi minha.....rsrsrs

SÓ ESTOU REPASSANDO.....RSRS

Pooductive: app conecta pessoas que estão fazendo cocô para estimular criatividade e troca de ideias.


Hoje em dia as pessoas querem estar conectadas para fazer praticamente qualquer coisa. Mas você já imaginou papear virtualmente com um desconhecido enquanto defeca? A ideia pode parecer bem estranha, mas é isso que propõe o app Pooductive, um chat criado para estimular conversas, reflexões e filosofias durante momentos de evacuação.

Segundo os criadores da ferramenta, a ideia é criar uma comunidade de pessoas que estão na mesma "posição" que você, mesmo que não seja possível garantir que os usuários estão de fato no trono. Ricardo Gruber, o desenvolvedor por trás do app, esclarece que a privada, assim como o chuveiro, é um dos ambientes mais "criativos" da casa, daí a ideia de explorar seu potencial.

Por meio do app, é possível conversar com pessoas do mundo todo, individual ou coletivamente, em salas de bate-papo. Disponível apenas para iPhone, o Pooductive vem sendo um sucesso no mundo todo, mas deve enfrentar a forte concorrência de apps de conversa já consagrados como o WhatsApp e o Messenger do Facebook, deve ser um grande adversário para o app.

(ESSE APLICATIVO NÃO IA DAR MUITO CERTO COMIGO, NÃO SOU DO TIPO QUE FICA LENDO JORNAL...RSRS... NÃO TENHO MUITA CONVERSA COM VASO SANITÁRIO, O ASSUNTO É RÁPIDO....RSRSRS)

Fonte: https://aoquadrado.catracalivre.com.br/dia-a-dia/pooductive-app-conecta-pessoas-que-estao-fazendo-coco-para-estimular-criatividade-e-troca-de-ideias/

domingo, 23 de agosto de 2015

Isso sim merece ser divulgado.

Desenhista encarna Homem de Ferro para divertir crianças em hospitais.


Maxx Figueiredo, de 42 anos, virou o herói após sofrer um acidente de moto e perder parte da perna direita, substituída por prótese mecânica.


Em 2007, o desenhista Maxx Figueiredo circulava de moto pelas Perdizes quando perdeu o controle do veículo depois de levar uma fechada de um carro. Ele se espatifou no asfalto e isso lhe custou a perda de parte da perna direita após três meses de internação em um hospital. Desde então, carrega doze parafusos no braço direito e usa uma prótese mecânica abaixo do joelho (ela é substituída por uma flexível, de fibra de carbono, semelhante à que é usada por atletas paralímpicos, quando participa de corridas de rua).

A prática esportiva é um exemplo de como Maxx não se deixou abater pelas limitações físicas. Para os amigos, ele é o Homem de Ferro. Ajudam a reforçar a pertinência do apelido os materiais que carrega no corpo desde o acidente e a semelhança com o ator Robert Downey Jr., protagonista da série de filmes com o super-herói.

Em 2014, Maxx teve a ideia de usar a história para ajudar a elevar a autoestima de crianças e adolescentes em recuperação de doenças graves. Por meio de um financiamento coletivo na internet, arrecadou 6 000 reais em quinze dias para comprar o traje nos Estados Unidos. Vestido com a armadura, o “Tony Stark brasileiro” iniciou suas ações voluntárias em outubro.

A partir de então, calcula ter visitado cerca de 200 jovens com câncer e paralisia em instituições como o Hospital das Clínicas, o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Nas telas, o Homem de Ferro é capaz de voar a uma velocidade supersônica e medir força com robôs gigantes. Na vida real, suas façanhas são mais emocionantes. Em janeiro, um garoto de 6 anos com problemas motores levantou a mão para imitar a pose do personagem das HQs quando emite um raio. O gesto surpreendeu a equipe médica, que tentava fazê-lo esboçar movimentos havia quase um mês. “Não tem dinheiro que pague isso”, lembra Maxx.

O desenhista luta agora para conseguir patrocinadores e institucionalizar seu trabalho sob o nome de Heróis da Alegria. “Às vezes o vilão vem com uma kriptonita e você cai de joelhos”, afirma. “Mas é preciso se levantar”, completa, repetindo o que costuma dizer aos fãs em suas aparições.

(NEM PRECISA COMENTAR. PARABÉNS PARA ELE)

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/maxx-figueiredo-super-heroi-hospitais-fantasia?utm_source=redesabril_vejasp&utm_medium=facebook&utm_campaign=vejasp

Isso sim merece ser divulgado.

Desenhista encarna Homem de Ferro para divertir crianças em hospitais.


Maxx Figueiredo, de 42 anos, virou o herói após sofrer um acidente de moto e perder parte da perna direita, substituída por prótese mecânica.


Em 2007, o desenhista Maxx Figueiredo circulava de moto pelas Perdizes quando perdeu o controle do veículo depois de levar uma fechada de um carro. Ele se espatifou no asfalto e isso lhe custou a perda de parte da perna direita após três meses de internação em um hospital. Desde então, carrega doze parafusos no braço direito e usa uma prótese mecânica abaixo do joelho (ela é substituída por uma flexível, de fibra de carbono, semelhante à que é usada por atletas paralímpicos, quando participa de corridas de rua).

A prática esportiva é um exemplo de como Maxx não se deixou abater pelas limitações físicas. Para os amigos, ele é o Homem de Ferro. Ajudam a reforçar a pertinência do apelido os materiais que carrega no corpo desde o acidente e a semelhança com o ator Robert Downey Jr., protagonista da série de filmes com o super-herói.

Em 2014, Maxx teve a ideia de usar a história para ajudar a elevar a autoestima de crianças e adolescentes em recuperação de doenças graves. Por meio de um financiamento coletivo na internet, arrecadou 6 000 reais em quinze dias para comprar o traje nos Estados Unidos. Vestido com a armadura, o “Tony Stark brasileiro” iniciou suas ações voluntárias em outubro.

A partir de então, calcula ter visitado cerca de 200 jovens com câncer e paralisia em instituições como o Hospital das Clínicas, o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Nas telas, o Homem de Ferro é capaz de voar a uma velocidade supersônica e medir força com robôs gigantes. Na vida real, suas façanhas são mais emocionantes. Em janeiro, um garoto de 6 anos com problemas motores levantou a mão para imitar a pose do personagem das HQs quando emite um raio. O gesto surpreendeu a equipe médica, que tentava fazê-lo esboçar movimentos havia quase um mês. “Não tem dinheiro que pague isso”, lembra Maxx.

O desenhista luta agora para conseguir patrocinadores e institucionalizar seu trabalho sob o nome de Heróis da Alegria. “Às vezes o vilão vem com uma kriptonita e você cai de joelhos”, afirma. “Mas é preciso se levantar”, completa, repetindo o que costuma dizer aos fãs em suas aparições.

(NEM PRECISA COMENTAR. PARABÉNS PARA ELE)

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/maxx-figueiredo-super-heroi-hospitais-fantasia?utm_source=redesabril_vejasp&utm_medium=facebook&utm_campaign=vejasp

Isso sim merece ser divulgado.

Desenhista encarna Homem de Ferro para divertir crianças em hospitais.


Maxx Figueiredo, de 42 anos, virou o herói após sofrer um acidente de moto e perder parte da perna direita, substituída por prótese mecânica.


Em 2007, o desenhista Maxx Figueiredo circulava de moto pelas Perdizes quando perdeu o controle do veículo depois de levar uma fechada de um carro. Ele se espatifou no asfalto e isso lhe custou a perda de parte da perna direita após três meses de internação em um hospital. Desde então, carrega doze parafusos no braço direito e usa uma prótese mecânica abaixo do joelho (ela é substituída por uma flexível, de fibra de carbono, semelhante à que é usada por atletas paralímpicos, quando participa de corridas de rua).

A prática esportiva é um exemplo de como Maxx não se deixou abater pelas limitações físicas. Para os amigos, ele é o Homem de Ferro. Ajudam a reforçar a pertinência do apelido os materiais que carrega no corpo desde o acidente e a semelhança com o ator Robert Downey Jr., protagonista da série de filmes com o super-herói.

Em 2014, Maxx teve a ideia de usar a história para ajudar a elevar a autoestima de crianças e adolescentes em recuperação de doenças graves. Por meio de um financiamento coletivo na internet, arrecadou 6 000 reais em quinze dias para comprar o traje nos Estados Unidos. Vestido com a armadura, o “Tony Stark brasileiro” iniciou suas ações voluntárias em outubro.

A partir de então, calcula ter visitado cerca de 200 jovens com câncer e paralisia em instituições como o Hospital das Clínicas, o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Nas telas, o Homem de Ferro é capaz de voar a uma velocidade supersônica e medir força com robôs gigantes. Na vida real, suas façanhas são mais emocionantes. Em janeiro, um garoto de 6 anos com problemas motores levantou a mão para imitar a pose do personagem das HQs quando emite um raio. O gesto surpreendeu a equipe médica, que tentava fazê-lo esboçar movimentos havia quase um mês. “Não tem dinheiro que pague isso”, lembra Maxx.

O desenhista luta agora para conseguir patrocinadores e institucionalizar seu trabalho sob o nome de Heróis da Alegria. “Às vezes o vilão vem com uma kriptonita e você cai de joelhos”, afirma. “Mas é preciso se levantar”, completa, repetindo o que costuma dizer aos fãs em suas aparições.

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Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/maxx-figueiredo-super-heroi-hospitais-fantasia?utm_source=redesabril_vejasp&utm_medium=facebook&utm_campaign=vejasp