quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Vale a pena estar sempre conectado?

Quem insiste em ver a vida passar pelo celular deixa de notar a mulher da sua vida, de se emocionar com os filhos e até de flertar.



Ela checava os e-mails do trabalho no celular antes de dormir e o Facebook logo ao acordar. Digitava um “bom dia” aos amigos no grupo do WhatsApp enquanto passava o café no coador. Na frente da TV, com a caneca nas mãos, pegava o tablet e conferia a previsão do tempo e as notícias. Durante o trajeto para o trabalho, passava os dedos na tela do celular cada vez que o trânsito parava. E bastava se sentar em sua mesa diante do computador para iniciar uma ronda: Face, Twitter, Instagram, Linkedin, site de fofocas, de moda, notícias… Nem no restaurante por quilo ao lado da empresa dava folga para o celular, que repousava pertinho do prato.

Tinha sempre a sensação de estar perdendo alguma coisa.

E estava.

As pessoas ao nosso redor têm a certeza de estarem aproveitando o máximo a vida com a internet e a mobilidade, quando, na verdade, só a observam passar através da telinha fria e sem graça do celular.

Vejo muita gente deixando de curtir de verdade um show bacana "daquela banda" (comprou o ingresso com muita antecedência, convidou os amigos...) para, na hora da apresentação, sacar o celular e tirar dezenas de selfies ou filmar tudo o que se passa no palco. E ainda se irritar porque o sinal de internet no estádio ou na casa de shows não está bom.

Também vejo pais que, em vez de prestigiar a apresentação da filha na escola, e se emocionar, se tornam cameramen o tempo todo. Sem falar daqueles que checam os e-mails no celular dentro do cinema, do teatro...

Mas o pior é ver casais na mesa de jantar de um restaurante passando os dedos na tela do celular em vez de aproveitar o momento para colocar a conversa em dia, estreitar afinidades e se reconectar um ao outro.

Sou do tempo, e olha que nem me considero tão velho assim, em que as pessoas no ônibus se sentavam perto do cobrador e conversavam com ele e com outros passageiros durante o trajeto. Hoje os ônibus mais modernos possuem wi-fi gratuito e todo mundo só “conversa” pelo WhatsApp.

Peguei o metrô dias atrás e vi um vagão inteiro vidrado no celular, ouvindo música, talvez postando no Facebook. Um grande silêncio. Até recentemete as pessoas trocavam olhares entre uma estação e outra, engatavam conversas interessantes com o vizinho de banco e até paqueravam.

Falando nisso, ontem um rapaz com fones de ouvido coloridos e enormes atravessou a Avenida Paulista no meio da tarde sem tirar o olho do celular. Acho que ele cruzou com a mulher da sua vida, uma morena alta, cabelos negríssimos e longos, olhos verdes.

Mas nem percebeu.

Quem sabe não se encontrariam novamente num aplicativo de paquera pelo celular.

(NEM VOU FALAR MUITO SOBRE ESSE ASSUNTO, ACHO QUE JÁ FALEI O SUFICIENTE, TO POSTANDO SÓ PRA DAR UMA FORÇA PRO CARA QUE ESCREVEU...RSRS

MEU SONHO É QUE UM TERRORISTA TIRASSE A INTERNET DO AR POR UMA SEMANA....RSRS... ELE NEM IMAGINA O ESTRAGO QUE CAUSARIA. SERIA MUITO MAIS INTELIGENTE DO QUE ENTRAR ATIRANDO NUMA BOATE OU EXPLODIR UMA BOMBA NUM ESTÁDIO. ELE SÓ TERIA QUE FICAR SENTADO, ASSISTINDO AS PESSOAS SE MATANDO NUMA HISTERIA COLETIVA, POR QUE FORAM DESCONECTADAS.)

Fonte: http://www.areah.com.br/vip/relacionamento/materia/153440/1/pagina_1/vale-a-pena-estar-sempre-conectado.aspx

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Uma Empresa que Faz Limpeza Pós-Festas nos Contou as Piores Coisas que eles já Viram.

Dar uma festa sempre parece uma boa ideia até o dia seguinte. Só aí, quando você está com uma puta ressaca e coberto de líquidos suspeitos, é que o arrependimento bate. Isso geralmente acontece depois que: a) você lembra que fez alguma coisa idiota quando estava bêbado e/ou intoxicado; b) você vê a zona que explodiu na sua casa: garrafas e latas vazias por todo lado, seus amigos desmaiados pelo chão, um vômito seco de cor estranha no seu banheiro.

É aí que Tugrul Cirakoglu entra. Cirakoglu é o dono da Frisse Kater, uma empresa de Amsterdã especializada em limpeza depois de festas. Ele começou isso no ano passado após ter feito mestrado em Londres e testemunhado várias coisas horríveis em festas de faculdade: pessoas mijando em pias, quebrando coisas, arrumando briga e sangrando por todo lado. Ele percebeu que não havia nenhuma empresa na Holanda que oferecesse limpeza para esse tipo de bagunça e viu uma oportunidade de negócio.

No site deles, a Frisse Kater afirma ser especializada "nas limpezas pós-festa mais sujas, extremas e nojentas que você pode imaginar". Fiquei pensando o que eles queriam dizer com isso. Então, liguei para Cirakoglu para saber o que eles já testemunharam.

Como é um dia de serviço padrão para vocês?

Tugrul Cirakoglu: Geralmente, somos chamados depois de festas com 50 ou 100 convidados. Para a Holanda, isso é uma festa grande, porque as casas geralmente são pequenas. Todo mundo estava bebendo, usando drogas – e a coisa fica feia. Geralmente, há álcool e comida no chão, pegadas de barro, vidro quebrado, vômito – às vezes, urina ou até cocô nas paredes. Pode ser algo bem extremo.

Desculpa, você disse que pessoas fazem cocô nas paredes?

Acho que isso só aconteceu uma vez, mas sim. Para uma pessoa normal, tudo que limpamos pareceria extremo, porém, para nós, a coisa mais extrema são fezes humanas.


O seu público é formado principalmente por anfitriões de grandes festas que, no dia seguinte, percebem que alguém cagou nas paredes?

Temos pessoas que se preparam e nos ligam com dois meses de antecedência [para agendar a limpeza]. No entanto, muitas pessoas nos ligam no dia seguinte porque achavam que seria mais fácil limpar, embora vejam a bagunça toda e percebam que não vão dar conta. Portanto, eles nos ligam em pânico, tipo: "Por favor, vocês podem me ajudar? Preciso de ajuda". Também temos casos nos quais os amigos prometem ajudar a limpar, mas desaparecem depois. Também temos clientes fixos – geralmente, gente jovem e rica – que dão muitas festas e nos chamam regularmente.


Algumas das festas para as quais vocês foram chamados em seguida para fazer a limpeza devem ter sido bem selvagens. Que tipo de coisas vocês já viram?

Já vimos festas em que as pessoas destruíram o banheiro – tipo, quebraram a pia e a privada, e o lugar ficou inundado. Uma vez, tivemos uma limpeza depois de uma "festa do doce". Eles encheram uma piscina infantil inflável com marshmallows na sala, e isso acabou espalhado pelo chão e misturado com álcool. Às vezes, também somos chamados em emergências do tipo: garotos que deram uma festa quando os pais estavam viajando, e eles vão chegar no dia seguinte. Assim, corremos para lá e limpamos tudo. Entretanto, nessas situações, não limpamos demais, pois aí os pais podem desconfiar.
(ESSA IDEIA É BOA...RS)

Tivemos uma festa cujos anfitriões alugaram um restaurante. O dono fechou o lugar para eles, e 50 caras vieram para a festa. Era basicamente um evento de iniciação de algum clube. Primeiro, eles jantaram e beberam; depois, dez caras foram levados até os banheiros e chicoteados, socados, chutados, além de apanharem com os jogos americanos de borracha do restaurante – enrolados em bastões, sabe? Aí, naquela noite, o dono nos ligou e falou "Ei, cara, preciso de vocês. Alguma coisa aconteceu aqui". Então, fomos para lá, vimos toda a bagunça e o que tinha acontecido, e contamos tudo para ele. Eu pensei "Caramba, isso é pesado". Nunca tínhamos experimentado nada assim antes. Havia sangue e muita, muita sujeira.

Que loucura. Vocês cobram uma taxa extra em situações assim?

Cobramos por hora, porém, se a situação for muito extrema, dizemos: "Olha, esse não foi o acordo". Às vezes, as pessoas nos ligam, e, assim que chegamos, vemos imediatamente que não teve festa nenhuma – o cara é só muito porco e precisa que alguém limpe a casa para ele.


Tem gente que realmente faz isso?

Sim. No mês passado, recebemos a ligação de um cara. Não sei se ele tinha saído de férias ou algo assim, só que havia sacos de lixo que ficaram na casa por tanto tempo que tudo dentro apodreceu: logo, vermes e moscas começaram a nascer dentro dos sacos. Elas acabaram escapando e tomando a casa – literalmente, milhares e milhares de moscas e vermes –, subindo pelas paredes, no teto, nos móveis, no banheiro, na cozinha... por todo lado. Nunca tínhamos visto nada assim.

No começo, não esperávamos que as pessoas nos chamassem para coisas assim; portanto, só levávamos material de limpeza comum. Agora, temos uma van com material de limpeza para resíduos de risco – temos máscaras, luvas e macacões para esse tipo de trabalho. Também temos químicos de limpeza para matar viroses e coisas assim.


Vocês já tiveram de lidar com gente bêbada enquanto faziam a limpeza depois de uma festa?

Às vezes, vemos pessoas deitadas no chão ou no sofá, completamente desmaiadas. Em alguns casos – o que é um pouco mais raro –, chegamos a festas onde ainda há uma ou duas pessoas viajando. Pessoas geralmente não são problema se estiverem dormindo, porque elas não vão te incomodar. Se acordarem, elas normalmente dizem "Caralho, onde estou?". O difícil são pessoas que ainda estão drogadas e querem interagir ativamente com você. E essas são de dois tipos diferentes: pessoas realmente chatas, que não conseguem ficar paradas; e pessoas que estão drogadas e acham uma ótima ideia se você também usasse o que elas usaram. O primeiro tipo fica tentando te tocar ou te abraçar, o segundo fica te importunando, dizendo "Ei, tenho cocaína aqui, cheira aí, cara!".
(PIOR QUE É ISSO MESMO, O CARA FICA MUITO CHATO)

Há outro grupo interessante: pessoas que estão chapadas e entram numa "viagem de limpeza". Elas ficam extremamente ativas e, quando começamos a limpar, querem ajudar – escovando e varrendo tudo. Geralmente, elas limpam muito agressivamente. É muito engraçado.

"Não existe produto químico para lidar com clientes chatos. Não dá para borrifar alguma coisa neles, e eles vão embora." – Tugrul Cirakoglu

Algumas fotos do seu Flickr são bem nojentas, tipo esta foto com um monte de camisinhas usadas no chão. Ou outra do que parece ser um cocô na pia de alguém.

Na verdade, era cocô de gato num restaurante comercial.

Quê?!

Sim, também fazemos limpeza comercial. E, mesmo nesse tipo de serviço, de algum jeito, as pessoas mais loucas sempre acham nosso número. Pessoalmente, eu nunca como em restaurantes. Eu tenho de estar morrendo de fome, porque as coisas que eu já vi em lugares comerciais...


Fora cocô de gato na pia, que outras coisas você já viu em restaurantes?

Vemos muitos lugares onde os donos têm zero conhecimento sobre limpeza. Sempre pedimos para ver o armário de produtos de limpeza deles, já que, assim que você vê o que eles têm, você sabe imediatamente a situação do lugar. Uma vez, fomos a este restaurante, e eu perguntei "Onde estão seu panos de chão?". Sabe, panos que você só usa algumas vezes e depois joga fora. Esse era o único tipo de pano de limpeza que o cara tinha no restaurante. Aí eu perguntei: "Como você sabe se os funcionários não acabaram de limpar a privada com esse pano e agora estão limpando a pia da cozinha?". E ele disse "Hum, não sei". Ou seja, você está me dizendo que não sabe se esse pano que está aqui na mesa foi usado para limpar a privada, a pia da cozinha, o bar ou a mesa? O que você está fazendo?

Isso não pode ser muito comum, certo?

Sim, acontece em muitos lugares. Sabe aquele produto, Windex? Muitos restaurantes usam isso para limpar tudo, embora ele só sirva para limpar janelas. Quando perguntamos "Ei, vocês têm algum produto bactericida ou para esterilizar sua cozinha?", eles devolvem "Windex não limpa tudo?". É perturbador.

(COZINHA DE RESTAURANTE COSTUMA SER UM PROBLEMA, COMER NA RUA É SEMPRE ARRISCADO. TEM CERTOS TIPOS DE LUGARES QUE EU NÃO ENTRO DE JEITO NENHUM).

O que é pior: limpar cozinhas de restaurantes ou casas depois de festas?

Eu diria que as duas situações são sujas. Não tenho problemas com pessoas que não limpam a própria casa, pois isso é problema delas. No entanto, se você tiver um restaurante ou um café onde você serve comida ou bebida para as pessoas, você tem de limpar! Não dá pra passar Windex em tudo para parecer brilhante, embora, na verdade, o lugar não seja limpo há anos. Pra mim, isso é como cometer um crime.

Seu trabalho não parece muito divertido.

Muita gente pergunta "Deve ser difícil trabalhar com isso, esses lugares são muito sujos". Mas não: essa é a parte mais fácil. Usamos nossos produtos de limpeza profissionais, e tudo fica limpo rapidamente. O problema é que não existe produto químico para lidar com clientes chatos. Não dá para borrifar alguma coisa neles, e eles vão embora.

(QUEM MORA EM CASA SABE O QUE É FAZER AQUELE CHURRASCO DE FINAL DE SEMANA, SE SEUS AMIGOS NÃO FOREM BACANAS, VAI SOBRAR TUDO PRA ALGUÉM LIMPAR.
SE TIVER PISCINA NA CASA, AI PIOROU, POR QUE MUITO PROVAVELMENTE É VOCE QUE VAI LIMPAR A PISCINA...RS
EU JÁ MOREI EM CASA, MAS DESISTI DA IDEIA DA PISCINA, QUEM IA CURTIR MUITO A PISCINA ERAM OS AMIGOS, EU PROVAVELMENTE IA TER MAIS TRABALHO DO QUE LAZER.)


Fonte: http://www.vice.com/pt_br/read/uma-empresa-que-faz-limpeza-pos-festas-nos-contou-as-piores-coisas-que-eles-ja-viram

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Jogador do Campeonato Alemão foi machista com a árbitra. E agora vai apitar partida feminina para se conscientizar.

Não se sabe o que passou pela cabeça de Kerem Demirbay, mas ele achou que era uma boa ofender a árbitra Bibiana Steinhaus após ser expulso com dois cartões amarelos.
O meia do Fortuna Düsseldorf disse, ao sair do gramado, que futebol era para homens. Aquela coisa machista do mundo do futebol.
A história começa a ficar boa na sequência.Abismado com a atitude do atleta, o próprio clube decidiu promover uma ação educativa. Futebol é coisa de homem? Pois então foi a vez de Demirbay se tornar árbitro, justamente de uma partida entre mulheres.
“Será algo bom para sublinhar seus reais sentimentos, apitando um jogo de garotas”, afirmou o presidente do clube, Paul Hunter, conta o site Trivela.
(EXCELENTE INICIATIVA, AINDA MAIS QUE PARTIU DO PRÓPRIO CLUBE - PARABÉNS!).
Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/12/03/jogador-machismo-partida-feminina_n_8711294.html?utm_hp_ref=brazil

domingo, 6 de dezembro de 2015

Aumento Peniano É um Negócio em Crescimento (sem trocadilho...rs)

Richard Jones, um jornalista de Bromsgrove, Inglaterra, está me falando sobre seu pênis.

"Estou vendo-o no espelho agora", ele diz pelo telefone. "Ele vai até quase a metade da minha coxa. É tipo uma lata de desodorante aerossol, mas um pouco mais grosso. Se eu colocar meu dedão e o indicador em volta dele, eles não se encontram."

Ele faz uma pausa. Aí decide que não deu detalhes suficientes.

"A primeira vez que meu marido o viu, a expressão dele foi de terror. No entanto, vou te contar que hoje em dia ele gosta muito."

Richard é mais um entre o número crescente de homens que fizeram aumento peniano na Inglaterra. Ele pagou £ 7 mil [quase R$ 40 mil] em outubro passado para dois cirurgiões de Londres pelo procedimento. Primeiro, eles abriram seu púbis e cortaram um ligamento para que o pênis ganhasse 3,8 centímetros de comprimento, totalizando 15 centímetros flácido. Depois, eles tiraram gordura de sua barriga e injetaram no corpo do pênis para aumentar sua circunferência em cinco centímetros. Se ele estiver ereto, isso não faz diferença: o pênis permanece aproximadamente do mesmo tamanho que antes.

A operação durou pouco mais de uma hora, e Richard pôde fazer sexo de novo depois de um mês. Hoje,ele diz que não tem cicatrizes.

"Nunca achei meu pau pequeno, porém pensei que seria legal fazer a operação", disse o jornalista de 39 anos. "E isso aumentou muito minha confiança. É uma sensação ótima entrar numa sala e pensar 'Se todo mundo mostrar o pau agora, o meu vai ser o maior'. Vejo as pessoas no chuveiro da academia olhando para ele. Meu único arrependimento é não ter feito isso dez anos antes."

Aumento peniano – não tem como evitar o trocadilho aqui – é um negócio que vem crescendo rapidamente. O aumento do acesso à pornografia, a ascensão da publicidade mostrando a virilha masculina – pense nas propagandas de cueca de David Beckham, Cristiano Ronaldo ou Rafael Nadal – e a onipresença de spams contando tudo que você precisa saber para ter um pau maior criou, pelo menos em teoria, uma geração de homens ansiosos com suas pirocas. Um estudo do King's College, em Londres, descobriu que um terço dos homens se estressa com essa questão.

Segundo a International Society of Aesthetic Surgery, tudo isso leva a mais de 15 mil procedimentos penianos no mundo a cada ano, um grande aumento das mil cirurgias que aconteciam apenas quatro anos atrás. E é por isso que estou aqui no London Centre for Aesthetic Surgery, a clínica dos cirurgiões Maurizio e Roberto Viel.

Os gêmeos italianos são conhecidos como os melhores cirurgiões de pênis da Europa. Juntos, eles realizam a chamada penisplastia desde 1991. A dupla – que se formou na Universidade de Milão – foi a primeira a oferecer esse serviço fora dos EUA.

"Na verdade, isso começou com uma garota que veio até nossa clínica perguntando se podíamos deixar o pênis do namorado dela maior", lembra Maurizio. "Foi um pedido que nunca tínhamos ouvido antes, mas ela leu que isso era feito nos EUA. Então, ela fez uma pesquisa e decidiu que esse era um serviço que podíamos prestar. O mais engraçado é que a garota nunca mais voltou. Talvez eles tenham terminado. Talvez ele não estivesse tão disposto a fazer isso."

"Alguns homens, assim que terminam o sexo e perdem a ereção, se cobrem imediatamente porque não querem que o parceiro veja seu pênis flácido. Eles têm vergonha. Isso não é vida." – Maurizio Viel

Hoje, a dupla realiza mais de 400 operações do tipo por ano em suas duas clínicas em Dubai e Londres. Eles ganham mais de um milhão de libras anuais com esses procedimentos. Homens de toda a Europa e da Ásia os procuram, e não há um estereótipo em relação ao paciente, segundo eles. Os clientes incluem desde empresários ricos até desempregados, além de gays, héteros, jovens e velhos de todas as nacionalidades.

"Um senhor africano nos visitou recentemente", conta Maurizio. "E o tamanho dele... eu tive de dizer: 'Este não é um pênis que precisa de aumento, está bom do jeito que é'. Mas acabamos cedendo e demos a ele um pouco mais de circunferência."

A dupla só opera maiores de 18 anos e tende a recusar pessoas no começo dos 20 anos. "Eles são jovens demais", justifica Roberto. "Eu digo para eles 'Vai usar isso primeiro'. Aí, se continuarem infelizes depois de alguns anos, eles voltam e podemos conversar. Temos o dever de cuidar dos nossos pacientes. Não operamos qualquer um. Procuramos entender a razão para a pessoa querer fazer a cirurgia – e, só quando temos certeza de que não é uma questão psicológica, realizamos a operação."
(ISSO TAMBÉM É IMPORTANTE, TEM MUITA GENTE QUE SIMPLESMENTE QUER TER UM PAU MAIOR, SEM ANTES ANALISAR SE O QUE ELE TEM É BOM OU NÃO. É O QUE SE VÊ QUANDO UM CARA DE 25 ANOS TOMA VIAGRA, PRA QUE? PRA FICAR DURO O TEMPO TODO? PARA SER "O CARA" NA CAMA? ISSO É ARTIFICIAL, É "DOPING"..RS... É O MESMO QUE JOGAR DOPADO, VOCE CONSEGUE UM DESEMPENHO MELHOR, MAS A BASE DE SUBSTANCIAS. DESSE JEITO A PESSOA NUNCA VAI SE LIVRAR DA SUBSTANCIA, POIS, JÁ QUE FOI O SUPERHOMEM HOJE, COMO VAI VOLTAR A SER O CARA COMUM AMANHÃ?)

O que levanta a questão-chave aqui: por que tantos caras querem aumentar o pênis?

"Para se sentirem mais confiantes", explica Maurizio. "É a mesma ideia por trás das mulheres que querem seios maiores. Esses caras se sentem melhores consigo mesmos sabendo que são grandes. Alguns homens, assim que terminam o sexo e perdem a ereção, se cobrem imediatamente porque não querem que o parceiro veja seu pênis flácido. Eles têm vergonha. Isso não é vida."

E eles já passaram por essa operação, pergunto. Eles fazem uma pausa.

"Se eu quisesse, sim, eu faria", frisa Maurizio. "Pessoalmente, não sou o maior – admito –, porém o que tenho é suficiente para mim. Acho que, com o sexo, qualidade é melhor que quantidade."
(CONCORDO).

Outra pausa.

"Fiz uma rinoplastia – o Roberto me operou. Então, quando eu tiver uns 80 anos, talvez eu faça isso, só para tentar algo novo. Por que não?"

Aumento peniano é, sem dúvida, mais importante para alguns homens que para outros. Uma condição comum nos consultórios dos Viel é aquilo chamado em termos médicos de micropênis.

"Esses pênis são tão pequenos que não passam do escroto", explica Roberto. "Alguns são como um botão. Você ficaria surpreso. Não é algo muito comum [cerca de 0,6% dos homens sofrem da condição], embora aconteça. Para esses homens, a cirurgia é muito necessária. Isso pode mudar a vida deles."

Para os irmãos, o tamanho ideal de pênis é "o que te faz feliz". No entanto, se alguém chegar pedindo, digamos, um aumento de 30 centímetros, eles vão dizer que isso é impossível.

"A operação de comprimento – o corte do ligamento – permite estender o pênis em 5 centímetros no máximo", destaca Maurizio. "Se um cirurgião te prometer mais, ele está te enganando. Teoricamente, você pode continuar aumentando a circunferência, mas isso vai deixando seu pênis pesado, causando problemas de ereção mais tarde na vida. Isso tem de ser feito com moderação."

Também pode haver complicações. Os médicos dizem que 90% dos pacientes – como Richard – ficam felizes com os resultados. Falei com outro cara de Leeds que preferiu não revelar seu nome. Ele me falou que ter "um pau do tamanho de uma lata de cerveja é provavelmente minha maior qualidade".

Ainda assim, questões podem surgir. Um pênis alongado raramente mantém o mesmo ângulo de ereção de antes da operação. As cicatrizes podem continuar visíveis sob os pelos púbicos. Infecções podem acontecer. A dor nas primeiras semanas do pós-operatório é considerável – especialmente se o paciente tiver uma ereção.

"Por isso, prescrevemos uma droga para impedir que isso aconteça", garante Roberto. "Além disso, dizemos aos pacientes: 'Fique longe da sua esposa'. Complicações acontecem? Muito de vez em quando. O importante é que vamos lidar com isso do jeito certo. A coisa principal – a coisa com que os homens mais se importam – é que isso funcione depois da operação. E, sim, isso vai. Não há dúvidas."

(QUANDO PENSO NESSE ASSUNTO FAÇO O MESMO RACIOCÍNIO DO SILICONE NOS SEIOS, PARA QUE SE COLOCA? POR QUE ALGUMAS MULHERES ACHAM TÃO IMPORTANTE?)

Fonte: http://www.vice.com/pt_br/read/aumento-peniano-um-negocio-em-crescimento

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Garota se recusa a tirar marca de nascença única e faz sucesso na internet.


Todo mundo tem alguma marca ou característica única, que te torna especial. Vale a pergunta: você se livraria daquele detalhe, do que te torna ainda mais único e diferente, se te pedissem? Aposto que não — porque foi exatamente o que dançarina profissional Cassandra Naud fez.
Cassandra nasceu com uma marca de nascença embaixo do seu olho esquerdo — quando era mais nova, ela implorou para seus pais para fazer uma cirurgia e tirá-la, porque sofria bullying dos colegas na escola. Mas hoje, ela se recusa a retirar sua característica mais marcante e, inclusive, acredita que a marca a ajude a se destacar no seu campo.
Os pais da dançarina, que mora no Canadá, tinham medo que a retirada da marca resultasse em uma cicatriz enorme no rosto da garotinha. Hoje, muitos continuam sugerindo que a menina de 22 anos retire sua marca de nascença,mas ela resiste: “Minha marca de nascença é uma grande parte de mim. Ela me transforma numa pessoa única e memorável“. Veja as belas fotos de Cassandra:






“Os tempos estão mudando, então não se preocupe em parecer normal. Não deixe que as pessoas que te parem e tenha orgulho de suas características únicas” — falou e disse, Cassandra! Você é uma inspiração. (QUEM É NORMAL?)
(CORAJOSA, É O MÍNIMO QUE SE PODE DIZER DELA. NÃO SEI SE TERIA ESSA CORAGEM. A INTERPRETAÇÃO DELA ESTÁ CORRETA, ISSO FAZ DELA UMA PESSOA ÚNICA, MAS MESMO SEM ESSA MANCHA, ELA TAMBÉM SERIA ÚNICA.
SE ELA ESTIVESSE USANDO UMA MÁSCARA, ACHO QUE AS PESSOAS ATÉ ACHARIAM BONITA, OU DIFERENTE, MAS NA PRÓPRIA PELE, AI É DIFERENTE.
QUERIA TER A CORAGEM QUE ELA TEM. TOMARA QUE OS PADRÕES DE BELEZA REALMENTE ESTEJAM MUDANDO, ASSIM, PESSOAS COMO ELA, OU COMO CADEIRANTES, POSSAM SER VISTAS COM MENOS PRECONCEITO.)
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/blogs/pop/2015/04/02/garota-marca-nascenca-sucesso-internet/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

'Jessica Jones' é como um ensaio sobre violência contra a mulher.

Há muitas maneiras diferentes de assistir a Jessica Jones, nova série da Netflix do universo Marvel.

A mais óbvia é como uma série de super-herói. Jessica é um pouco diferente nesse sentido, uma mulher com poderes especiais que não quer ser heroína. Mas não se engane, ela está inserida no mesmo universo dos outros heróis da Marvel, desenvolvendo o núcleo de personagens que começou com Demolidor. Estão nos planos mais duas séries (Luke Cage e Punho de Ferro), além de Os Defensores, que reunirá os quatro heróis em uma equipe, um tipo de versão "das ruas" dos Vingadores.

Mas Jessica Jones funciona como uma obra completa. É possível apreciá-la sem nenhuma experiência prévia com esse universo. E o que a série traz de novo, e muito particular, é uma narrativa completamente diferente das histórias de herói.

Mesmo quem não lê quadrinhos sabe que super-heróis seguem sempre o mesmo script. São histórias masculinas, em que o personagem principal vai superar incríveis dificuldades, com coragem e determinação, vencendo o mal no final. Heróis vencem porque são mais fortes, mais ágeis, mais bondosos, trabalham melhor em equipe, enfim, é um grande jogo de super-trunfo. É um mito de força, poder e conquista.

Já nos quadrinhos Jessica Jones subvertia tudo isso. Publicada pelo selo Marvel Max, voltado para o público adulto, a série "Alias", criada pelo gênio Brian Michael Bendis, apresentava Jessica como uma ex-heroína tentando ganhar a vida como detetive particular.

Apesar de seus superpoderes, a protagonista era traumatizada, alcoólatra, cínica, incapaz de manter relações afetivas saudáveis. Jessica era uma mulher normal, sem os "superatributos físicos" comuns nos quadrinhos. Suas histórias eram pesadas, densas, com mais influências da literatura noir que do pop escapista típico dessa mídia. Jessica não era uma mulher enfiada em uma história masculina com roupas coloridas, para ser mais forte, mais rápida, mais "macha" que seus vilões. Jessica Jones era uma mulher vivendo histórias femininas, em que a saída não se dava pela força. Em que, mesmo tão forte e poderosa, ela era uma vítima de violência, sofrendo de stress pós-traumático, tentando se recompor.

O seriado adapta esse contexto com eficiência, e traz a questão da violência à tona de forma ainda mais contundente que nos quadrinhos. Tudo, em Jessica Jones, está lá por um motivo: discutir a violência contra a mulher.

A grande força do gênero de ficção científica e fantasia está no recurso de exagerar certas características para além do natural, com isso construindo metáforas poderosas do mundo real.

Jessica é uma mulher superforte e pode (quase) voar. Então, ela sai do papel comum de fragilidade que é atribuído às mulheres nas séries. Esse é o ponto visto também em Supergirl, por exemplo. Mulheres podem, sim, ser fortes e decididas.

Mas, Jessica encontra seu arqui-inimigo, um homem chamado apenas Killgrave que tem o poder de controlar mentes. Trata-se de um antigo personagem dos quadrinhos da Marvel, conhecido como Homem Púrpura, que sempre foi um coadjuvante menor. Controlar mentes nem é um poder inovador, ocorrendo com frequência nas histórias de fantasia.

Killgrave é o protótipo do homem que tem tudo o que quer. Nunca pede nada, manda; não tolera frustrações; não espera por nada, não aceita incômodos. É o perfeito egoísta que só recebe do mundo a devolutiva de que seus interesses serão sempre atendidos. Killgrave não é violento, em sua própria concepção. Violento são os outros, o mundo, a vida, a luta a que as pessoas comuns se submetem. Ele é apenas perfeito.

E Jessica, tão poderosa, é apenas mais uma de suas vítimas. "Sorria, Jessica"; "Coma, Jessica"; "Chupe, Jessica", "Espere aqui e não se mexa, Jessica". Parece um horror indescritível, mas é uma metáfora perfeita para as relações abusivas a que milhares de mulheres estão submetidas hoje, agora mesmo, enquanto você lê essa resenha.

É, realmente, um horror indescritível.

Vários outros elementos da trama abordam o mesmo tema. A advogada Jeri Hogarth (que nos quadrinhos era um homem) é vítima e algoz na conturbada relação com sua esposa. A melhor amiga de Jessica, Patsy Walker (nos quadrinhos, a super-heroína Felina), também tem seu passado de violência e treina Krav Maga para se defender. O Sargento Will Simpson (obscuro personagem da Marvel chamado Nuke) é responsável por outro interessante ponto de vista sobre violência e machismo. Até a relação entre Jessica e Luke Cage, que dá a pitada de romance da série, aborda o tema de forma positiva.

Jessica Jones é mais que uma série feminista. É uma obra feminina em sua estrutura narrativa, com fortes personagens femininas, vivendo situações de violência e impotência que não se resolvem pelos artifícios masculinos das histórias comuns.

Ao contrário de Killgrave, Jessica não tem nada fácil, nada sai como ela quer, nada acontece só porque lhe interessa. Jessica tem de lutar para se construir e reconstruir, submetida a forças muito mais poderosas que ela, por mais poderosa que ela seja.

Desafio que eu nunca vou viver, mas que toda mulher sabe, exatamente, como é.

(ALGUÉM JÁ VIU ESSE SERIADO?)

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/guilherme-spadini/jessica-jones-violencia-mulher_b_8656280.html?utm_hp_ref=brazil

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

A história de um ansioso (muito além da Ritalina).

Por Gilberto Amendola

Nasceu de 7 meses. Na pressa, quase se enforcou no cordão umbilical. Nos primeiros meses, chorava não por dor ou desejo, mas por antecipação. Sabe-se que calculava o intervalo entre as amamentações para, tal qual um pequeno britânico, abrir o berreiro 10 minutos antes da mãe mostrar o peito.

Na escola, sofria com as lições de casa. Tão logo colocasse os pés no apartamento, afundava-se nos cadernos e resolvia todas as questões de uma só vez. Não almoçava antes de terminar o seu dever. Depois, agitava-se até o dia seguinte aguardando a correção da professora.

Foi um péssimo leitor. Lia 10 ou 15 páginas para, na sequência, correr para a última. Sempre quis saber, de antemão, se o mocinho iria morrer no final, se ele se casaria, se alguma peste do século passado terminaria com a vida do herói ou quem era o assassino.  Odiava finais inconclusivos.

Escrevia cartas para as editoras, questionando se, por algum erro técnico, o livro havia sido impresso com menos páginas.

Aí ele cresceu com aquelas urgências de quem vai subindo o degrau do tempo. “Eu quero fazer 15 anos, quero terminar a oitava série, não vejo a hora de acabar o colegial, preciso fazer 18 anos, quando é que eu tiro a carta de motorista, como vai ser a primeira vez que eu fizer sexo…”

A primeira vez foi rápido.

Ficou pouco tempo nas redes sociais. Não suportava esperar por um “like”, a resposta de uma solicitação de amizade ou a contrapartida de um “oi” no chat do Face.

Antes de começar qualquer relacionamento, ele já desenhava o seu fim. No primeiro sábado de namoro com a Claudinha, disse que eles iriam terminar em dois meses – quando ela tivesse que viajar com os pais para Santos; com a Lucinha foi uma antecipação de traição, “você vai se interessar pelo Luís daqui 3 semanas”; com a Renata foi uma história de que ela iria querer ter filhos e eles terminariam antes mesmo da primeira tentativa.

Depois, desencanou de namorar. Não suportava a ideia de um futuro, de algo que ainda está por acontecer, das cenas dos próximos capítulos, da ideia de que as coisas mudam, os sentimentos se transformam e que nem tudo será sempre da mesma maneira.

Começou a pensar na própria vida como uma impossibilidade. Sofria pelo ano seguinte, pelo próximo mês ou semana. Mesmo o relógio que mostrava o comezinho do tempo também era doloroso. Deixou de viver no presente para mergulhar na antecipação do segundo seguinte.

Como seria a própria morte? Quando? Por quê? Onde? De quê? Por quem?

Um dia, tomado por perguntas e antecipações malucas, foi se refugiar em um museu. Comprou um bilhete e, aleatoriamente, entrou em uma das tantas salas do lugar. Respirando fundo e prestes a sofrer uma crise de ansiedade, deixou-se abraçar pela mulher na janela, pelo o autorretrado de um jovem pálido, pelo violinista esguio, pelo fumante solitário, por um fidalgo de rosto engraçado, por uma criança de vestido azul, por uma pera madura sobre uma mesinha, por um homem acorrentado, por um cavalo arredio, por um girassol muito amarelo, por uma mulher de rosto cubista, por…

Ele entendeu que a resposta para as suas ansiedades estava dentro daquele museu. Entendeu que o momento presente só existia ali, que os anos poderiam se passar, o mundo virar do avesso e ele envelhecer num piscar de olhos sem que nada daquilo sofresse um arranhão.

Os quadros eram pra sempre. Imutáveis. Perfeitos em sua dimensão restrita. Por mais que se esforçassem em interpretações profundas e cheias de conteúdo intelectual, uma mulher na janela seria sempre uma mulher na janela, um homem fumando seria sempre um homem fumando, um fidalgo de bigode seria sempre um fidalgo de bigode, um vaso um vaso…

Só os quadros são felizes.

E o ansioso encontrou algo que fizesse o tempo parar.

(EU NÃO SOU ANSIOSO, MUITO PELO CONTRÁRIO, SOU PACIENTE ATÉ DEMAIS.)

Fonte: https://br.vida-estilo.yahoo.com/post/134281436175/a-hist%C3%B3ria-de-um-ansioso-muito-al%C3%A9m-da-ritalina