segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Por que tantas mulheres hétero assistem pornô lésbico?

De Catherine Pearson

Ao longo dos anos, Karen, 35, decidiu do que mais gosta quando se trata de pornografia online. Três ou quatro vezes por semana, ela procura novos vídeos de suas categorias prediletas – Seios grandes. Esguicho. Lésbicas.

Quando falou com o The Huffington Post, Karen tinha assistido recentemente um vídeo que atendia aos três critérios: duas mulheres que não tinham “peitos muito empinados, de mentira”, mas sim pareciam reais, como se pudessem ser mães. Elas estavam na cama, se beijando e se tocando.

“Foi legal”, disse Karen*. “Sensual.”

“Prefiro o que me dá tesão rápido”, continuou ela, “que é menina com menina”.

Mas Karen é hétero.

Existem poucos dados confiáveis sobre quantas mulheres que se identificam como hétero assistem pornografia lésbica, mas as informações disponíveis sugerem que Karen não está sozinha, pelo contrário. Um relatório de 2014 do site de pornô gratuito Pornhub, em colaboração com o Buzzfeed, revelou que “lésbicas” era de longe a categoria mais visitada pelas usuárias mulheres, assim como o termo mais usado nas buscas. Apesar de o levantamento se basear em dados demográficos analíticos do Google, e portanto não capturar a orientação sexual dos usuários, a popularidade avassaladora desses termos indica que muitas mulheres gostam de pornô homossexual. Outra evidência é o crescimento nas buscas por “lésbica seduz menina hétero”, que aumentaram 328% entre 2013 e 2014, segundo os dados internos do Pornhub.


Os especialistas em sexo concordam. “A estatística que se comenta é que um em cada três usuários de pornografia são mulheres”, diz a terapeuta sexual Kimberly Resnick Anderson. "Apesar de não termos como saber qual a porcentagem dessas mulheres são hétero, os números são altos demais para que sejam somente mulheres gays. Mulheres hétero estão consumindo pornô lésbico.”

A indústria parece estar notando. O Pornhub estima que 7% dos seus vídeos estão na categoria lésbicas, a mais popular de todas, disse por email ao HuffPost Corey Price, vice-presidente do site.

“Não queremos especular como esse interesse [das mulheres hétero] vem mudando e moldando a indústria”, escreve Price, “mas notamos que nossos parceiros de conteúdo vêm subindo cada vez mais conteúdo lésbico”.

Para muitas mulheres, o pornô homossexual oferece uma oportunidade de imaginar como seria estar com outra mulheres, mesmo que elas se considerem estritamente heterossexuais, no extremo da escala Kinsey. Para elas, a pornografia lésbica – que para o propósito deste artigo simplesmente se refere a filmes que mostram duas ou mais mulheres, não a vídeos que sejam necessariamente dirigidos a mulheres lésbicas ou bissexuais ou tenham a participação de atrizes que se identificam como gays – é puramente uma fantasia, não um desejo de torná-la realidade.

A internet tem esse fator desinibidor”, explica Resnick Anderson. “As pessoas se sentem livres para explorar coisas que não gostariam necessariamente de fazer na vida real, mas que podem ser atraentes e educativas.”

Vickie, 46, diz que esse é o seu caso. Ela nunca se relacionou com mulheres na vida real nem pensou muito no assunto, mas considera o pornô lésbico seu tipo de vídeo favorito. Ela assiste vídeos lésbicos três ou quatro vezes por mês com o marido. Vickie procura um tipo físico específico – mulheres magras ou médias, de cabelo comprido. “Gosto de unhas”, disse ela.

Mas, na vida real, Vickie nunca encontrou uma mulher por quem tenha sentido atração sexual. “O pornô lésbico é baseado em fantasia”, disse ela.

Para outras mulheres, o apelo é um pouco mais complicado, permitindo que elas expressem uma parte da identidade sexual que poderia ficar reprimida.

Karen, por exemplo, questionou sua própria sexualidade em vários pontos de sua vida, particularmente quando tinha vinte e poucos anos. Agora ela se identifica como hétero, mas diz que estaria aberta a experimentar o sexo com uma mulher – se não fosse tímida demais. O pornô a ajuda.“Nunca experimentei, mas penso no assunto”, diz Karen. “Mas acho que sou tão nervosa e ansiosa que provavelmente nunca faria de verdade.”

Mas Resnick Anderson diz que muito do apelo do pornô tem pouco a ver com questões potencialmente complexas de fantasia sexual e fluidez e mais com o simples fato de que muito do pornô lésbico mostra mais do ato que realmente excita as mulheres.

Em outras palavras, sexo oral.

“Entre 70% a 80% das mulheres não conseguem atingir o orgasmo apenas com a penetração, portanto a estimulação oral é mais erótica para elas”, diz

Resnick Anderson. “[Os vídeos lésbicos] também tendem a ter mais preliminares. No pornô hétero, em geral vai-se direto para a f**a ou para a cena da ejaculação. O pornô lésbico se concentra em estimulação dos seios. Tende a ser mais gentil e mais íntimo.”

“Gosto de algumas coisas”, disse Vickie. “Basicamente sexo oral e brinquedos.”

O pornô hétero que ela assiste tende a se concentrar na penetração e dá a ideia de que, quando os homens fazem sexo oral nas mulheres, não estão curtindo ou não têm muita habilidade.

“Para mim, as mulheres sabem o que as mulheres querem”, disse ela. Em 90% das vezes, ela se imagina recebendo o sexo oral das cenas que assiste.

Hillary, 50, ecoa o sentimento e diz que já usou pornô lésbico como uma espécie de ferramenta educativa para seu noivo.

“Acho que os caras tendem a pensar: ‘Se eu usar meu dedo ou o pênis, ela vai curtir e ter orgasmo’”, diz Hillary, rindo. “Eu consigo mostrar que ficar bombando para dentro e para fora não funciona, que tem outras partes do corpo tão excitantes quanto a vagina. Não que ele seja inepto, mas assistimos juntos, e digo para ele: ‘Tocar meus seios assim seria legal’.”

Se o pornô hétero mostrasse mais o que as mulheres procuram – preliminares, sexo oral e mulheres que parecem estar tendo orgasmos reais, em vez de apenas gritar --, elas poderiam se interessar mais, dizem todas as entrevistadas.

“O foco principal do pornô hétero ou é o prazer do homem ou [dar] a impressão de que ele é um ‘mestre do amor’”, disse por email Sarah, 23, ao The Huffington Post. “Com as mulheres, os movimentos durante a masturbação mútua, ou o sexo oral, são muito menos velozes e furiosos.”

O pornô lésbico oferece a melhor aproximação do que ela procura na vida real: uma curtição genuína. Um parceiro habilidoso.

Em outras palavras, uma boa transa.

(ELA RESUMIU TUDO EM UMA FRASE. O PIOR É QUE É VERDADE. OS HOMENS DIFICILMENTE TRANSAM PENSANDO NAS MULHERES. JÁ OUVI VÁRIAS MULHERES RECLAMANDO A RESPEITO DISSO. A GRANDE MAIORIA DOS HOMENS TRANSAM PENSANDO NELES. É APENAS MAIS UMA DAS FACETAS DO MACHISMO.

TUDO QUE AS MULHERES QUEREM É UMA BOA TRANSA, SÓ ISSO, NÃO ESTÃO PEDINDO NENHUM ABSURDO, NADA FORA DO NORMAL, APENAS QUE O PARCEIRO LHE DE O MESMO PRAZER QUE ESTÁ RECEBENDO, E ISSO NEM SEMPRE ACONTECE COM OS PARCEIROS DO SEXO MASCULINO.)

* Por motivos de privacidade, as mulheres dessa reportagem são identificadas apenas pelo primeiro nome.

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/07/28/mulheres-assistem-porno-lesbico_n_7867692.html

domingo, 2 de agosto de 2015

Helloou, você não é um super-herói.

Por Bárbara Semerene

Já publiquei aqui neste Brasil Post um texto que questionava as mães de meninas sobre os valores por trás do incentivo às filhas a se identificarem com "princesas" (Você quer mesmo ser mãe de uma princesa?). Hoje, proponho uma reflexão às mães de meninos que incentivam seus filhos a se identificarem com super-heróis.

Tudo começou na semana passada, quando meu marido teve um pico de pressão e foi parar no pronto-socorro. Soro na veia, batelada de exames de sangue, eletrocardiograma etc. etc. etc... Com menos de 40 anos, de repente me vi diante de uma realidade até então impensada: a possibilidade de um dia ter de cuidar do homem que até o momento teve o papel de me divertir, de me apoiar, de ser meu parceiro, meu cúmplice... meu herói invencível. Do homem que, para mim, é meu porto seguro, um touro de saúde de ferro, que pode andar de bicicleta na chuva sem ficar doente, passear sem camisa no sereno, virar noites sem dormir e seguir com o mesmo bom humor e disposição.

Aparentemente, está tudo certo com ele agora. Mas me dei conta de que, eventualmente, de uma hora para outra, por um dia, um período ou um longo tempo, até que a morte nos separe, ele pode ficar frágil. Pânico!

Ok, ter de cuidar do marido por fatalidade da vida é mais do que obrigação de uma esposa ou de qualquer pessoa que viva junto à outra. Mas ter de cuidar do marido porque ele não se cuida é uma atitude extremamente machista. E a igualdade de gênero tem evoluído muito lentamente neste quesito.

Meu marido desempenha com maestria um estereótipo de gênero bastante arcaico para os meus conceitos feministas: o do homem que não se cuida. Enquanto é corriqueiro para mim frequentar o consultório de diversos profissionais de saúde ao longo do ano - ginecologista, dermatologista, nutricionista, psicólogo, homeopata etc. -, vivo pesquisando sobre alimentação saudável, gasto tubos de dinheiro com cremes e vitaminas rejuvenescedoras, meu marido tem 40 anos, e não se lembra da última vez que tinha feito exames. "Ah, talvez quando eu tive hepatite, aos 21 anos." O médico do pronto-socorro que o atendeu recomendou alguns exames extras para ele agendar na semana seguinte ao seu "piripaque", mas o bonitão não moveu uma palha para marcar. Saiu do hospital como se nada tivesse acontecido e como se nada estivesse o afligindo. Tal postura me coloca aqui no papel de "mãe" dele, pressionando-o a agendar os exames imediatamente, querendo marcar por ele e, se pudesse, até realizar os exames em seu lugar, só para garantir. Me vejo monitorando sua comida, sua bebida e seu sono.

"Que lindo, isso é amor", você poderia dizer. Não vejo desta forma. Não sei se estou fazendo isso por ele, por mim ou por meu filho. Talvez seja por nós três. Fato é que não estou feliz neste papel. Não acho justo. Me sinto uma mulher do século passado. Divisão de tarefas domésticas não é suficiente. É preciso divisão de preocupações e de precauções, inclusive consigo próprio, e sua própria saúde.

Não culpo o meu marido, ele é vítima de uma cultura muito arraigada na sociedade que alimentou durante séculos um estereótipo de gênero bastante cruel para os homens: cresceram ouvindo que "macho" não chora, é forte, é destemido. Um papel que não se encaixa com o de vítima de uma doença. Um papel que não combina com uma pessoa deitada na cama sendo examinada por outra. Afinal fragilidade é uma característica do feminino, oras. Eu própria me fio nessas características quando vejo o meu marido como um touro forte e me choca ao pensar na possibilidade de vê-lo frágil.

Há muito pouco tempo o sistema de saúde público assumiu que os homens necessitam de políticas públicas de saúde voltadas a eles. Só em 2009, quase três décadas depois da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), nos anos 80, e mais de 20 anos depois da inauguração do departamento de Saúde da Mulher, é que o Ministério da Saúde criou o departamento de Saúde do Homem. Até então, era como se os homens não tivessem problemas de saúde!

Porém, apesar de considerados o "sexo forte", os homens morrem, em média, 7 anos mais cedo do que as mulheres. Isso porque bebem mais, usam mais drogas, correm mais riscos, se metem mais em briga, frequentam menos o médico.

As atuais campanhas do Ministério da Saúde que têm como alvo o público masculino ainda são voltadas ao público feminino, para atingir os homens indiretamente, "por tabela". Isso porque partem do princípio que as mulheres é que desempenham mesmo este papel de cuidar de seus maridos e orientá-los em relação à sua saúde.

Acontece que as mulheres da minha geração não foram criadas para cuidar. Uma ou outra pode até ter mais jeito pra coisa, mas por transferência genética, ou habilidade pessoal. A nossa educação foi focada no hedonismo, no individualismo, na dedicação aos estudos e ao trabalho. Um primeiro choque ocorre quando um filho nasce e a gente tem de encarar este papel para o qual não foi treinada. Parar de pensar em si mesma e passar a pensar em um ser completamente indefeso e carente de todos os cuidados, 24 horas por dia, é realmente assustador e sofrido para quem sempre foi acostumada apenas a ser cuidada. Superar esse primeiro momento requer um verdadeiro salto evolutivo.

Cuidar de filhos, ok, será sempre obrigação de toda mãe (e pai). Mas cuidar de marido parece algo quase inaceitável.

(O PAI NÃO PODE SE OMITIR DESSA RESPONSABILIDADE)

Volto o olhar para o meu filho. Não quero aprisioná-lo neste estereótipo do "macho invencível". Quero que ele se permita ser frágil quando precisar. Que se permita chorar quando tiver vontade. Que se permita pedir ajuda. Quero que ele saiba que não é um super-herói. Sim, ele é volúvel. E nem por isso deixará de ser corajoso e forte quando for necessário. Afinal, nós, mulheres, não somos assim? Fortes e frágeis, passivas e mandonas, choramos e pedimos colo, mas também sabemos falar alto e nos impor quando é preciso. Ser homem à moda antiga parece um papel pesado e engessado demais para um ser humano.

(CONCORDO COM ELA, FOMOS CRIADOS PARA SERMOS CUIDADOS, NÃO PARA NOS CUIDARMOS.

OS HOMENS NÃO SE CUIDAM, ESSA É UMA GRANDE VERDADE, MAS FELIZMENTE ISSO JÁ ESTÁ MUDANDO, UM POUCO, MAS ESTÁ. TODO ANO FAÇO MEUS EXAMES, FAÇO EXAME DA PRÓSTATA (COM TOQUE), E VOU AO CARDIOLOGISTA DUAS VEZES POR ANO, HOJE TOMO REMÉDIO PARA CONTROLAR A PRESSÃO, MAS É MELHOR TOMAR REMÉDIO PRA PRESSÃO, DO QUE TOMAR REMÉDIO PRA AVC.

NO FINAL ELA FAZ A REFLEXÃO, ONDE FALA DO FILHO, QUE NÃO VAI APRISIONÁ-LO NESTE ESTEREÓTIPO, ESSA É UMA ATITUDE MUITO IMPORTANTE, POR QUE NÃO TENHO CERTEZA SE ELA VAI CONSEGUIR MUDAR O MARIDO, MAS O HOMEM QUE ELA ESTÁ CRIANDO, ESSE ELA PODE MUDAR, E FAZER DELE UM HOMEM MELHOR.

A MUDANÇA DOS HOMENS, PASSA POR UMA MUDANÇA DAS MULHERES, ESPECIFICAMENTE, DAS MÃES. NÃO ESTOU TRANSFERINDO A RESPONSABILIDADE PARA ELAS, MAS O PAPEL DELAS NESSA MUDANÇA, É FUNDAMENTAL. OS HOMENS DE AMANHÃ, SÃO OS MENINOS DE HOJE.)

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/barbara-semerene/helloou-voce-nao-e-um-sup_b_7867376.html?utm_hp_ref=homem

sábado, 1 de agosto de 2015

Não, não vou esconder meu absorvente de você.

Não demorou para que eu percebesse que o melhor jeito de levar meu absorvente para o banheiro é na mão.

Parece óbvio - tipo, por que você não levaria um absorvente na mão, em vez de escondido na manga da camisa, no bolso da calça ou dentro da bolsa, junto com carteira, celular, chaves e tudo o mais?

A maioria das mulheres menstrua uma vez por mês, e o ciclo menstrual dura em média 28 dias, segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo americano. Menstruar é saudável e mostra que seu corpo está funcionando direito.

Mas, se eu menstruar antes do esperado e não tiver um absorvente comigo, por que tenho de falar baixinho para pedir um para uma amiga? Por que tanta vergonha? Por que tenho de escondê-lo?

Talvez a pergunta certa seja: de quem estou escondendo o absorvente Na adolescência, lembro da vergonha do sangue escorrendo pela minha perna porque o absorvente era pequeno demais. As meninas da minha classe entendiam, mas os meninos achavam bizarro. Na faculdade e depois de me formar, minhas amigas e eu contávamos histórias embaraçosas sobre caras e sexo. Falávamos dos caras que perdiam o tesão por causa da menstruação. Aí caiu a ficha - eu estava escondendo os absorventes dos homens.

A sociedade tende a tratar as mulheres como objeto e as colocar em situações questionáveis na publicidade. Mas, assim que vaza um pouco de sangue, todo mundo vai à loucura. A mulher não é mais desejada. Muitos homens sentem nojo. Sei disso por experiência própria; Max*, um cara com quem estava saindo um tempo atrás, aceitou transar comigo quando eu estava menstruada, mas depois sentiu nojo do sangue no lençol. Fiquei mortificada. Pedi mil desculpas, mas ele mal olhava para mim. Estava irritado. Nunca mais nos falamos.

A menstruação é parte da vida e não deveria ser associada a vergonha - mas infelizmente não é o caso. As mulheres têm de lidar com a menstruação, a despeito do que pensem os outros. Por que uma função normal e saudável do corpo é tão rejeitada?

Se você não para de ouvir que os caras não gostam de menstruação, que ela é nojenta, vai acabar acreditando nisso. Mas, se conhecer um cara que não liga pra isso, as coisas mudam. A opinião de um cara sobre o corpo feminino não deveria ter importância. Mas, nessa sociedade em que a mulher é constantemente sexualizada e só existe nas telas para agradar aos olhares masculinos, a opinião dos caras sobre o corpo das mulheres têm mais importância do que deveria, infelizmente.

Voltando para casa de metrô depois daquela noite com Max, só conseguia pensar no lençol manchado. Tentei entender por que meu rosto ardia e por que sentia tanta vergonha. Por que era tão difícil falar com um cara sobre minha menstruação? Por que tive de me desculpar por algo que acontece todo mês com as mulheres? Por que pedia desculpas pelo meu corpo?

Algumas semanas atrás, estava super nervosa porque tinha de contar para um cara que estava menstruada. Rolava uma química, as conversas eram ótimas. Contei e perguntei: "Hm, será que você se importaria de transar comigo mesmo menstruada?" Ele disse que não tinha importância. Já tinha passado por isso com namoradas. Não era uma questão, estava tudo bem. Claro que estava.

Esse conforto e aceitação me ajudaram a entender que tudo estava realmente bem. Ser mulher não é motivo de vergonha e definitivamente não há vergonha em estar menstruada. Também não há vergonha em querer transar menstruada.

Não me importo se você me vir segurando um absorvente. Não me importo se você ver eu passando um absorvente para uma amiga ou para uma desconhecida. Deveria ser normal ir pro banheiro segurando um absorvente, mas não é. Tenho orgulho do meu corpo. Tenho orgulho de ser mulher.

Então, não, não vou esconder meu absorvente nem vou sentir vergonha de estar menstruada. E você também não deveria.

* nome trocado para proteger a identidade

(MENSTRUAÇÃO É UMA COISA ABSOLUTAMENTE NORMAL, FAZ PARTE DA VIDA DAS MULHERES, ELAS MENSTRUAM, ISSO É UM FATO, O ESTRANHO SERIA SE NÃO MENSTRUASSEM.

ISSO É QUE NEM FAZER COCÔ OU XIXI, TODO MUNDO FAZ, TODO MUNDO TEM QUE IR AO BANHEIRO, ISSO É NORMAL, FICARIA PREOCUPADO SE NÃO FIZESSE.

TEM MUITA GENTE BABACA POR AI, DO TIPO QUE FICA COM NOJO DE UMA MÃE QUE AMAMENTA SEU FILHO EM PÚBLICO, QUAL É O PROBLEMA?

MUITO PIOR DO QUE ISSO É PARAR O CARRO EM VAGA RESERVADA PARA IDOSO OU PARA PESSOAS QUE TEM NECESSIDADES ESPECIAIS, MAS ISSO TUDO BEM, É RAPIDINHO, NÃO VOU DEMORAR. ISSO É FALTA DE RESPEITO COM OS OUTROS, E VOCE TA PREOCUPADO COM A MENSTRUAÇÃO DELA?...RS)

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/madeline-wahl/nao-vou-esconder-meu-absorvente_b_7907126.html?utm_hp_ref=brazil

sexta-feira, 31 de julho de 2015

E se elas falassem a verdade no primeiro encontro? (VÍDEO)

Sabe aquela hora que você pensa em alguma coisa, mas resolve guardar pra si? Pois é. Agora imagina se ELAS falassem a verdade nua e crua no primeiro encontro?

Como seria se as mulheres fossem 100% sinceras com seus dates? Ah, se os pensamentos fossem "escutáveis"... como as coisas seriam diferentes, não é mesmo?

Uma homenagem a sinceridade!

"Como Seria Se" é o novo quadro do canal "DR - Destruindo Relacionamentos" e também do blog do Brasil Post. Toda semana vamos publicar um video novo de listas bem humoradas e sinceras.

Assista:

(IA SER DESCONCERTANTE, MAS COM CERTEZA, ENGRAÇADO...RS)

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/como-seria-se/e-se-elas-falassem-sempre_b_7903562.html?utm_hp_ref=brazil

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Passagem de volta ao mundo.

Descubra tudo o que você precisa saber sobre o bilhete que garante uma viagem ao longo da Terra e comece a fazer as malas!


Já pensou em dar a volta ao mundo de avião? Não, você não precisa esperar ficar milionário pra fazer isso acontecer. Muita gente acha que girar pelo planeta de avião é um rolê que custa os olhos da cara, mas a verdade é que a viagem pode sair bem mais barato do que você imagina.

Como funciona a RTW
Uma passagem de volta ao mundo – ou RTW, inglês de Round World Ticket – é um bilhete que dá o direito de você desembarcar e embarcar novamente em diversos países a partir de diversas companhias aéreas dentro do período máximo de 365 dias. Ela é vendida pelas principais alianças de empresas aéreas do mundo, sendo elas Star Alliance, Oneworld e SkyTeam.

Vantagens e regras
Com validade de um ano, o RTW ticket permite que o viajante dê a volta ao mundo em no mínimo 10 dias. Você pode cruzar vários oceanos, desde que não retorne pelos que já deixou para trás: a ideia é justamente concluir uma volta completa em torno da Terra. O número de trechos voados não deve ultrapassar 16, e cada zona territorial da aliança permite uma quantidade específica de trechos. É bom ter em mente que voos com conexão também contam como trecho voado. Um dos aspectos mais convenientes da RTW é que você pode trocar a data dos voos sem precisar pagar taxas, a menos que a aliança informe claramente. Já as alterações de trecho geralmente são cobradas. Quem se planeja economiza!

Afinal, quanto custa?
Os valores podem variar bastante dependendo do roteiro (desde US$ 4 mil a US$ 10 mil), mas é possível fazer uma simulação on-line tanto com a OneWorld, como a Star Alliance e a SkyTeam.  Fora os custos com passagem e hospedagem, você irá gastar uma média de US$ 40-50 por dia, tendo em vista que o roteiro permite que o viajante conheça entre 18 e 36 países durante a jornada.

Como se preparar para uma jornada tão longa?
Por melhor planejadas que sejam, viagens são cheias de imprevistos. Dar atenção redobrada aos preparativos pode ser crucial. Leve um cartão de crédito internacional reserva, jamais perca seu passaporte de vista e invista num case com bateria extra para o seu smartphone. Você não vai se arrepender de levar um carregador a mais na mochila (e um adaptador universal de tomadas)!

(REALMENTE DEVE SER UMA VIAGEM MUITO LEGAL)

Fonte: http://www.areah.com.br/vip/aventura/materia/137760/1/pagina_1/passagem-de-volta-ao-mundo.aspx

terça-feira, 28 de julho de 2015

Hospede-se em uma favela de luxo na África.

Hotel de luxo na África oferece pacote de experiência num protótipo de uma favela para hóspedes a partir de R$ 140.


Nós aqui no Brasil sabemos bem que existe uma fatia considerável da gringaiada que se amarra em uma visita na favela, como se fosse um parque de diversões ou coisa do gênero. Isso por si só já é bizarro e de certa uma afronta aos moradores de tais lugares, porque é de conhecimento de todos os desafios que fazem parte de uma vida na favela. Mas um hotel de luxo na Africa do Sul promete levar a experiência ao limite do bizarro - ou escroto.


O Emoya Luxury Hotel and Spa, um luxuoso hotel situado em Bloemfontein, na África do Sul, resolveu inovar de maneira no mínimo polêmica. Entre as diversas acomodações disponíveis, seus hóspedes podem optar por ficar em instalações que simulam a vida em uma favela, com acesso restrito a energia elétrica e banheiros ao ar livre – mas com internet. A área chamada Shanty Town hospeda até 52 pessoas - quantidade muito inferior a das milhares de pessoas que vivem apertadas nas diversas favelas ao redor do mundo.


O hotel é incoerente na hora de vender o seu mais novo produto, ao mesmo tempo em que se fala de “uma experiência de vida” , também se  divulga que o hotel é ideal para trabalhos em equipe e festas temáticas. Na Shanty Town os quartos  são feitos de placas de madeira e metal, mas o hotel afirma que o piso tem aquecimento. As diárias partem de R$ 140 por pessoa.


Assista ao vídeo que mostra as instalações da Shanty Town.


(O POVO NÃO TEM MAIS O QUE INVENTAR...RS... ISSO É, NO MÍNIMO, BIZARRO.
MAS PARA QUEM NASCEU EM BERÇO DE OURO, EXPERIMENTAR ESSE TIPO DE COISA DEVE SER UMA EXPERIENCIA INTERESSANTE).

Fonte: http://www.areah.com.br/vip/africa-do-sul/materia/140741/1/pagina_1/hospede-se-em-uma-favela-de-luxo-na-africa.aspx

domingo, 26 de julho de 2015

O que faz um pênis ser bonito? A ciência responde.

"Bonito" talvez não seja o primeiro atributo que vem à cabeça quando pensamos em pênis...

Mesmo assim, cientistas da Universidade de Zurich ficaram curiosos para saber: quais são as características de um genital bonito, na visão das mulheres?

O estudo, que foi publicado no The Journal of Sexual Medicine, consistiu em mostrar várias de fotos de pintos para 105 mulheres com idades entre 16 e 45 anos.

De acordo com o ranking elaborado pelos pesquisadores, estes são os oito aspectos mais determinantes para definir se um pênis é agradável de se ver:

1) Uma boa aparência cosmética de um modo geral (duh!)
2) Pelos pubianos bem cuidados
3) Pele peniana bonita
4) Circunferência
5) Formato da glande
6) Comprimento
7) Aparência do escroto
8) Importância da posição e do formato da uretra (o buraquinho)

A pesquisa foi feita com o objetivo médico de otimizar alguns tipos de cirurgia de uretra, mas dá algumas dicas valiosas para os homens.

Dá para concluir, por exemplo, que as mulheres ligam muito mais para cuidados e higiene pessoal do que para atributos biológicos como o comprimento e a aparência do escroto.

Então, se você é homem e não tem um pênis de filme pornô, pode mandar embora sua neurose ;)

(FISICAMENTE FALANDO, ACHO QUE BASICAMENTE O QUE MUDA É O TAMANHO, MAS COMO JÁ CHEGAMOS A CONCLUSÃO DE QUE TAMANHO NÃO É IMPORTANTE..RS... A HIGIENE E OS CUIDADOS COM ELE É QUE SE TORNAM MAIS IMPORTANTES)

Fonte: http://www.brasilpost.com.br/2015/07/24/penis-bonito-mulheres_n_7868864.html?utm_hp_ref=brazil