segunda-feira, 31 de março de 2014

Ipea: para 65%, mulher de roupa curta merece ser atacada.

ACHO QUE QUASE TODO MUNDO JÁ TOMOU CONHECIMENTO DESSE ABSURDO....

A maioria dos brasileiros concorda com a ideia de que marido que bate na esposa deve ir para a cadeia, revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Batizado de Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), o trabalho se baseou na entrevista de 3.810 pessoas, residentes em 212 municípios no período entre maio e junho do ano passado. A pesquisa mostra que 91% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com a prisão dos maridos que batem em suas esposas. O estudo alerta, no entanto, que é prematuro concluir, com bases nesses dados, que a sociedade brasileira tem pouca tolerância à violência contra a mulher. "Há uma ambiguidade do discurso", afirmam os autores.

Dos entrevistados, 63% disseram concordar com a ideia de que "casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre membros da família". Causou espanto entre os próprios pesquisadores o fato de que 65% disseram concordar com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", algo que deixa claro para autores do trabalho a forte tendência de culpar a mulher nos casos de violência sexual. Para autores, um número significativo de entrevistados parece considerar a violência contra a mulher como uma forma de correção. A vítima teria responsabilidade, seja por usar roupas provocantes, seja por não se comportarem "adequadamente."

A avaliação tem como ponto de partida o grande número de pessoas que diz concordar com a frase: se mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros. O trabalho indica que 58,5% concordam com esse pensamento. A resposta a essa pergunta apresenta variações significativas de acordo com algumas características. Residentes das regiões Sul e Sudeste e os jovens têm menores chances de concordar com a culpabilização do comportamento feminino pela violência sexual. A pesquisa não identifica características populacionais que determinem uma postura mais tolerante à violência, de forma geral. Os primeiros resultados, no entanto, indicam que morar em metrópoles, nas regiões mais ricas do País, ter escolaridade mais alta e ser mais jovem aumentam a probabilidade de valores mais igualitários e de intolerância à violência contra mulheres. Autores avaliam, porém, que tais características têm peso menos importante do que a adesão a certos valores como acreditar que o homem deve ser cabeça do lar, por exemplo.

A pesquisa do Ipea também revela que a maior parte dos brasileiros se incomoda em ver dois homens ou mulheres se beijando. Dos entrevistados, 59% relataram desconforto diante da cena. A relação afetiva entre pessoas do mesmo sexo também não tem uma aceitação expressiva. Das pessoas ouvidas, 41% disseram concordar com a frase "um casal de dois homens vive um amor tão bonito quando entre um homem e uma mulher" e 52% concordam com a proibição de casamento gay. O levantamento identificou, no entanto, um avanço na aceitação do princípio da igualdade dos direitos de casais homossexuais e heterossexuais. Metade dos entrevistados concorda com a afirmação de que casais de pessoa do mesmo sexo devem ter mesmos direitos de outros casais.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/ipea-65-mulher-roupa-curta-merece-ser-atacada-184100691.html

domingo, 30 de março de 2014

PRAIAS

Acho que quase todo mundo gosta de praia, e quem não gosta, pelo menos acha bonita. O post de ontem foi sobre as praias que foram eleitas as mais bonitas do mundo. Claro que ninguém conhece todas as praias, eu conheço poucas, mas as poucas que eu conheço são muito bonitas.

Alguém já foi a Cabo Frio, Arraial do Cabo ou Búzios, no RJ? As imagens abaixo são de praias dessa região. Na minha opinião não ficam devendo as praias do post de ontem.

OBS: A última foto é amadora, foi tirada por uma amiga minha com o iPhone dela, quando estivemos em Arraial do Cabo em Janeiro desse ano. Esse lugar se chama Pontal do Atalaia.










sábado, 29 de março de 2014

Praia de Fernando de Noronha é eleita a mais bonita do mundo

Três praias brasileiras ficaram entre as 15 mais bonitas do mundo. Umas delas, a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), levou o primeiro lugar na pesquisa divulgada anualmente pelo site de viagens TripAdvisor. O levantamento, que premiou 322 praias de todo planeta, leva em conta as praias mais bem avaliadas pelos usuários do site nos últimos 12 meses.






Fonte: http://br.financas.yahoo.com/fotos/praia-de-fernando-de-noronha-é-eleita-a-mais-bonita-do-mundo-slideshow/

sexta-feira, 28 de março de 2014

PROPAGANDA DE CAMISINHA

Estamos tão viciados na internet que mal reparamos em quem está ao nosso lado, as pessoas passam o tempo todo conectadas, online 24 horas por dia.

Em qualquer lugar o celular está junto, em casa, no restaurante, no circo... todo mundo tem celular, um, dois, três... Eu não sou contra o celular, ele é útil sim, mas está se tornando um vicio... o tempo todo ficamos ouvindo o toque das mensagens chegando... agora em grupos.... os aplicativos facilitam isso ainda mais....

Por favor, vamos desligar o celular de vez em quando... deixar ele em casa, só pra variar um pouco... pra lembrar do tempo quando isso não exista. Vejam esse vídeo, é uma propaganda de camisinha... muito boa...


quinta-feira, 27 de março de 2014

Fabricantes lançam novos modelos de camisinha feminina.

A camisinha feminina fracassou quando foi lançada 20 anos atrás, mas nunca desapareceu do mercado e agora uma nova leva de empresas está tentando preencher esse vazio com novos produtos. Será a retomada desse tipo de preservativo?

Há duas décadas, a americana Mary Ann Leeper lembra-se com certo desconforto das piadas feitas sobre o produto. "Eu acreditava demais na camisinha feminina. Pensava que as mulheres queriam algo com o qual elas pudessem cuidar de si mesmas. Nós éramos ingênuas – e eu me incluo nesse grupo", diz.

Leeper nunca se esqueceu de um artigo negativo publicado na ocasião por uma influente revista feminina dos Estados Unidos. "O artigo ganhou grandes proporções. Foi um choque para mim, para dizer a verdade. Por que fazer piada sobre um produto que ajudaria as mulheres a cuidar de sua saúde, que as protegeria de doenças sexualmente transmissíveis e evitaria gravidezes indesejadas?", questiona.

O formato do FC1, no entanto, não recebeu boa acolhida das mulheres, seu público-alvo. Além disso, eram constantes as críticas de que o preservativo fazia muito barulho durante o sexo. A sucessora da Chartex, a Female Health Company, pensou em cessar a fabricação do produto, mas, em vez disso, lançou uma campanha para educar os consumidores sobre a camisinha feminina.

Então, num dia de 1995, Leeper recebeu um telefonema de uma mulher chamada Daisy, então responsável pelo programa de prevenção a HIV/Aids do Zimbábue. "Ela disse: Eu tenho uma petição aqui na minha mesa assinada por 30 mil mulheres pedindo para importamos o preservativo feminino", recorda Leeper.

Era o início de uma série de parcerias que levou a camisinha feminina a diferentes regiões do mundo em desenvolvimento. A sucessora da FC1, a FC2 – feita de borracha nitrílica – teve maior sucesso no Ocidente.

Atualmente, o produto está disponível em 138 países. As vendas mais do que dobraram desde 2007 e a Female Health Company registrou o primeiro lucro em oito anos. A vasta maioria dos itens comercializados se destina a quatro clientes: a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês), a ONU, o Brasil e a África do Sul. Tanto organizações humanitárias quanto autoridades de saúde pública sustentam que o preservativo dá maior autonomia à mulher durante a relação sexual.

Vantagens

As camisinhas femininas também têm suas vantagens. Elas podem ser colocadas antes do sexo e não precisam ser removidas imediatamente ao fim da relação. Para mulheres, esse tipo de preservativo também oferece melhor proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, uma vez que a vulva é parcialmente coberta pelo anel externo da camisinha.

A reação dos consumidores também se mostrou mais positiva. Uma pesquisa feita em 2011 mostrou que 86% das mulheres afirmaram estar interessadas em usar o preservativo novamente e 95% disseram que o recomendariam a suas amigas. "Muitas pessoas dizem que as camisinhas femininas aumentam o prazer sexual", diz Saskia Husken, do Programa Conjunto de Acesso Universal à Camisinha Feminina (UAFC, na sigla em inglês).

Para os homens, há relatos de que o produto apertaria menos o pênis. Já para as mulheres, o anel externo – que permanece do lado de fora da vagina – seria estimulante. Na África, a distribuição gratuita das camisinhas femininas em postos de saúde criou uma tendência de moda inesperada.

Muitas mulheres removeram o anel flexível do preservativo e passaram a usá-lo como pulseira. "Se você está solteira, você usa a pulseira", brinca Marion Stevens, da Wish Associates.
"Se você estiver, por outro lado, num relacionamento sério, a sua pulseira terá uma aparência mais velha", acrescenta.

Meyiwa Ede, da Sociedade da Saúde da Família na Nigéria, afirma que, enquanto os homens ficam mais empolgados com a possibilidade de fazer sexo sem usar "uma camisinha tradicional", as mulheres ainda se mostram receosas em utilizar o produto. "Elas olham para a camisinha feminina e dizem: Tudo bem, mas eu realmente terei de colocar isso dentro de mim?", diz.

A equipe liderada por Ede usa um manequim para mostrar como a camisinha feminina deve ser colocada. Ela compara a tarefa a usar um novo telefone – no início, parece impossível, mas, com o tempo, a usuária se acostuma. Nos países desenvolvidos, há, no entanto, um estigma ainda a ser superado.

"Eu acho que o problema começa pela embalagem – as camisinhas femininas não vem enroladas como as masculinas em pacotes tão pequenos", aponta Mags Beksinka, da Universidade de Witwatersrand na África do Sul. "Na verdade, ambos os preservativos são do mesmo tamanho. Se você medi-los lado a lado, não são tão diferentes entre si", explica.

Novos modelos

Beksinska é autora de uma pesquisa recentemente publicada pela revista científica Lancet sobre três modelos de camisinha feminina:

• A Woman's Condom já se encontra disponível na China e chegará em breve à África do Sul, fruto de um projeto de 17 anos da ONG Path – especializada em inovação da saúde. Esse preservativo já foi testado em 50 diferentes versões. Fora da embalagem, é menor do que a FC2. Parece um tampão íntimo, com grande parte da camisinha reunida em cápsula de um tipo de polímero arredondado que, em contato com a mucosa vaginal, se dissolve. A partir desse momento, a camisinha se expande e pequenas espumas ajudam a mantê-la no lugar certo para a relação sexual.

• Já a "Cupido" está disponível na Índia, África do Sul e Brasil (por meio da distribuidora Prudence). Tem essência de baunilha e vem nas cores transparente e rosa. Trata-se de único modelo, fora a FC2, da Female Health Company, a ganhar o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser vendido ao setor público. Uma versão menor, voltada para o mercado asiático, já está em fase de testes.

• Por fim, a VA Wow, como a Cupido, contém uma esponja que ajuda as usuárias a inserir a camisinha dentro da vagina e evitar que ela escorregue durante o sexo.

O estudo, mostrou que todos os três tipos não são menos confiáveis do que a FC2, aumentam as chances de que a camisinha feminina ganhe maior aceitação mundial. Outros formatos radicalmente redesenhados de preservativos femininos deverão chegar aos postos de saúde e às prateleiras das farmácias em breve.

O Air Condom, à venda na Colômbia, vem com uma pequena bolsa de ar para ajudar a colocação na vagina. A Panty Condom, feita pelo mesmo fabricante colombiano, a Innova Quality, vem embalada junto de uma calcinha que ajuda a manter a camisinha no lugar certo. O produto, no entanto, ainda não possui um distribuidor.

Absorvente íntimo

Enquanto isso, a camisinha feminina conhecida como Origami (foto no topo da matéria) deve ser lançada no mercado americano daqui a um ano. Seu inventor, Danny Resnic, que começou a trabalhar no setor depois de contrair HIV por causa de uma camisinha furada em 1993, levou em conta as inúmeras piadas feitas com a FC1 ao desenvolver seu produto.

"Há uma razão para a qual a camisinha feminina parece uma bolsa de plástico – porque ela é, no fim das contas, uma bolsa de plástico", afirma. A Origami, por outro lado, é ovalada, o que, segundo o pesquisador, espelha a anatomia do aparelho genital feminino. O produto será vendido como uma cápsula em forma cônica e uma vez inserido no interior da vagina se expande como "o fole de uma sanfona". O anel externo da camisinha é desenhado para se acomodar sobre os grandes lábios, em vez de permanecer solto como em modelos antigos.

"É um produto íntimo e uma experiência compartilhada por duas pessoas. As camisinhas femininas têm de ser atrativas tanto para o homem quanto para a mulher", defende Resnic. A camisinha Origami é feita de silicone, o que, segundo o desenvolvedor, permite o seu reuso, uma vez que pode ser lavada em água corrente.

Segundo Husken, da UAFC, para que nova geração das camisinhas femininas obtenha sucesso, é preciso que os casais tenham diferentes alternativas a seu dispor. "É preciso haver variedade. Algumas mulheres preferem um produto e outras outro produto, tal como homens. Nós não somos iguais", explica ela.

Um estudo publicado em 2010 revela com precisão essa necessidade. Pesquisadores pediram que 170 mulheres sul-africanas testassem três diferentes tipos de camisinhas femininas cinco vezes. Depois de nove semanas, elas podiam interromper a pesquisa ou continuá-la, usando o preservativo feminino de sua preferência. Cerca de 90% delas decidiram seguir em frente e, nesse momento, praticamente todas elas já tinham escolhido a que melhor lhes convinha (44% escolheram a Woman's Condom, enquanto 37% optou pela FC2 e o restante, 19%, preferiu a VA Now).

O fato de que 20 anos se passaram e a camisinha feminina não alcançou o sucesso da masculina – atualmente, corresponde a apenas 0,19% das compras globais de preservativos por governos, além de custar dez vezes mais – não mina a confiança desses empreendedores. Leeper explica por que sabia desde o princípio que o caminho rumo ao sucesso da camisinha feminina ia ser difícil – e longo.

Muitos anos depois do lançamento desastroso da FC1, um executivo da Tampax, que fabrica absorventes internos, veio falar com ela. Nessa conversa, Leeper ouviu de seu colega que as mulheres demoraram anos para aceitar os tampões íntimos como um mecanismo eficiente durante a menstruação. "Ele me mostrou a curva de aceitação do produto", lembra Leeper. "Eu disse então: Não me fale que nós vamos ter de esperar todo esse tempo? Não sei se viverei para ver isso!".

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/bbc/2014/03/08/fabricantes-lancam-novos-modelos-de-camisinha-feminina.htm

quarta-feira, 26 de março de 2014

FEMINISMO

O movimento feminista já conseguiu algumas vitórias, mas para continuar progredindo é preciso que as mulheres façam uma espécie de “lição de casa”. As mulheres precisam ser mais unidas.

Acho que todo mundo já ouviu falar que os homens são unidos, ao contrário das mulheres. As mulheres são mais competitivas, e competem principalmente entre elas mesmas, o que não é bom.

Talvez essa seja a característica que mantém os homens no poder. Os homens não só não competem tanto entre eles, como fazem melhor, eles se ajudam. E isso as mulheres dificilmente fazem.

Quando dentro do próprio time, cada uma puxa para um lado, não tem como ir para a frente. É uma querendo puxar o tapete da outra. Eu tenho uma amiga que diz assim: Quando uma mulher da um tapinha nas costas das outra, é por que está procurando o melhor lugar para cravar o punhal...rs

Dizem que quando as mulheres entram em alguma coisa, as desavenças começam. Um caso famoso é o dos Beatles, dizem que quando eles se casaram tudo começou a ruir. Yoko Ono até hoje é apontada como a causadora da separação deles.

As histórias sobre esse tipo de comportamento das mulheres são várias, eu me lembro de duas que me chamaram a atenção. Uma é mais ou menos assim:

Quando duas mulheres se encontram, uma elogia a outra, uma fala sobre o cabelo da outra, como está bem cuidado, e a outra elogia a pele da amiga. Depois que elas se afastam uma fala mal da outra.

Quando dois homens se encontram, um fala para o outro: E ai seu merda, como você ta? E o outro responde: To bem, e você seu viado? Depois quando se despendem eles pensam assim: gente boa esse cara, gosto dele.

A outra história na verdade é uma piada, e apesar de ser uma piada, espelha muito bem essa realidade. É mais ou menos assim:

A mulher passou a noite fora de casa, no dia seguinte, quando chegou, o marido quis saber onde ela passou a noite, então ela respondeu que passou a noite na casa da melhor amiga. O marido ligou para as dez melhores amigas da mulher, e nenhuma confirmou que ela havia passado a noite na casa delas.

No dia seguinte o marido passou a noite fora, quando chegou a esposa quis saber onde ele tinha passado a noite, ele respondeu que passou a noite na casa do melhor amigo. A mulher então ligou para os dez melhores amigos do marido. Cinco responderam que ele havia passado a noite lá, e os outros cinco responderam que ele ainda estava lá.

Entenderam a diferença?

Eu discordo da moça do post de ontem, e concordo com Lily Allen, as mulheres são as suas piores inimigas.

terça-feira, 25 de março de 2014

MULHERES NÃO SÃO INIMIGAS

Por Carol Patrocínio | Preliminares – sex, 14 de mar de 2014 06:46 BRT

Em algum momento do mundo essa lenda foi criada: mulheres são inimigas, se odeiam e querem o mal da outra. Aí você tem variáveis do mesmo tema, umas dizendo que mulher é má, outras dizendo que quando mulher quer ser ruim, ela é ruim demais. Como se fosse algo ligado a gênero. E não é.

Existem pessoas más. Essas pessoas más podem ter vagina, mas também podem ter pênis. A maldade, o prazer em puxar o tapete, a vontade de ver o outro mal, a vingança, nada disso é exclusivo de um gênero. Mulheres não odeiam mulheres, não é mais difícil conviver com mulheres e não estamos o tempo inteiro competindo. Pensar assim só enfraquece o gênero. E talvez isso seja bem interessante para quem quer nos manter quietinhas, no nosso canto.

Eu já pensei assim também. Já fui uma mulher que dizia que não conseguia ser amiga de mulheres, que era difícil demais trabalhar com mulheres e toda a culpa das coisas recaía sobre meu gênero. Mas um dia parei para pensar e vi que não era verdade, era só a repetição de algo que eu havia ouvido em algum lugar. A partir do momento que você começa a desconstruir quem o mundo construiu sem que você sequer notasse, as coisas começam a mudar e você descobre que muito do que acreditava não faz o mínimo sentido. Dói se libertar disso, machuca ver que você propagou uma ideia errada por tanto tempo, mas também é libertador.

Mulheres lutam por atenção. Não, pessoas lutam por atenção. Tem pessoas de todos os gêneros que gostam de ser o centro do mundo. E tem pessoas que gostam de ficar escondidinhas, na delas. Há um equilíbrio. Quando duas pessoas que gostam de ser o centro se encontram e precisam dividir o mesmo ambiente cria-se um choque, mas isso independe do gênero.

Mulheres brigam por homens. Assim como há homens que brigam por causa de mulheres. Tudo é uma questão da importância que damos para as relações, sentimentos e quão possessivos somos. Mulheres podem até se interessar pelo mesmo cara, mas lutar com unhas e dentes por ele é besteira – assim como seria se fosse o contrário. A decisão não é só das mulheres.

Mulheres são fofoqueiras. Seria lindo se apenas mulheres falassem sobre a vida alheia e julgassem o outro. Mas não é assim. Pessoas fazem isso. Cada uma a sua maneira, com o seu tom, em voz alta ou por mensagem. Porém, pessoas de todos os gêneros fazem isso. Talvez seja só falta de assunto, talvez seja uma vida muito chata ou talvez seja o máximo de visão que a pessoa consegue ter sobre o mundo.

Mulheres são rivais. Em certos momentos, sim. Mas somos também rivais de homens em certos momentos – como em entrevistas de emprego, promoções profissionais. E isso não nos faz dizer que todos os homens são inimigos, certo?

Sororidade. Esse é um termo que fala sobre irmandade feminina. Somos iguais e juntas somos mais fortes. Se conseguirmos olhar a outra mulher, seus desafios e vitórias, sem nenhum julgamento, talvez possamos tornar nosso caminho mais simples. Se nos colocarmos no lugar da outra e percebemos que tudo o que acontece com outras mulheres pode acontecer com a gente, mesmo sem nossa vontade, tudo fica mais fácil.

Julgar, apontar as decisões e escolhas da outra como erradas, segregar e acreditar que você é diferente de tudo isso, só enfraquece as mulheres como um todo. Enfraquece você, que não quer se ver como mulher “normal” e ataca outras mulheres em vez de entender que é o mundo que faz com que você se sinta mais fraca apenas por ser mulher, mas é impossível fugir disso, você é mulher e pronto.

Aprender a lutar juntas pode ser a saída para acabar com abusos, injustiças e exclusão. Juntas somos mais fortes.

Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/blogs/preliminares/mulheres-n%C3%A3o-s%C3%A3o-inimigas-094607567.html

MEU COMENTÁRIO:
Concordo que lutar juntas é a solução, mas dizer que a competição entre as mulheres é uma lenda, ai não...rs